Lição 1 – As disciplinas da vida cristã


A) INTRODUÇÃO AO TRIMESTRE

Neste segundo trimestre letivo de 2008, voltamos à Teologia Prática, ou seja, ao estudo da Palavra de Deus relacionado com as atitudes, com as ações, com os atos dos cristãos. Tal aspecto do estudo das Escrituras é demasiadamente importante, em especial nos dias em que vivemos, em que o desenvolvimento dos meios de comunicação e a enorme gama de informações fazem com que haja um natural desgaste das palavras, desgaste este, entretanto, que desaparece diante de uma vida sincera e que realiza tudo quanto está escrito. Não é à toa que Lucas, no início do livro de Atos dos Apóstolos, fez questão de dizer que, em primeiro lugar, Jesus fazia, para só depois ensinar (At.1:1).

Estudaremos, neste trimestre, “as disciplinas da vida cristã: trabalhando em busca da perfeição”, um estudo que analisa como deve ser o dia-a-dia do servo de Deus sobre a face da Terra, como deve ser seu comportamento como alguém que está a adorar ao Senhor no meio de uma geração perversa, quais são as ações e atitudes que devem fazer parte do cotidiano de cada um que está esperando o arrebatamento da Igreja.

“Disciplina”, diz-nos o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, é “o ensino e educação que um discípulo recebia do mestre”, “obediência às regras e aos superiores”; “regulamento sobre a conduta dos diversos membros de uma coletividade, imposto ou aceito democraticamente, que tem por finalidade o bem-estar dos membros e o bom andamento dos trabalhos”; “ordem, bom comportamento”; “obediência a regras de cunho interior; firmeza, constância”, palavra que vem do latim “disciplina, ae”, cujo significado era “ação de se instruir, educação, ciência, disciplina, ordem, sistema, princípios de moral”.

Percebemos, pois, que o intuito do trimestre é mostrar qual deve ser o comportamento do cristão no seu dia-a-dia, na sua vida diária, pois, embora estejamos livres por força da obra redentora de Cristo no Calvário, liberdade tem, como correspondente necessário, a responsabilidade. Jesus, mesmo, ensinou-nos que, para segui-lO é necessário, antes, renunciar a si mesmo e tomar a sua cruz (Mt.16:24; Mc.8:34; Lc.9:23; 14:27), ou seja, a liberdade que há em Cristo exige uma disciplina, uma conduta, pois não fazemos o que queremos, mas cumprimos a vontade do Senhor.

É interessante observar que os seguidores de Jesus são chamados de “discípulos”, ou seja, “alunos”, “aprendizes”, mas a palavra “discípulo” está diretamente relacionada com a palavra “disciplina”. Servir a Jesus, portanto, é sujeitar-se a uma disciplina, a um regulamento, a um modelo, é obedecer a uma série de preceitos, sem os quais não se atingirá o objetivo da nossa fé no Senhor, que é a salvação de nossas almas (I Pe.1:9). O Senhor deixou claro que a sujeição a esta conduta é a característica do discípulo (Lc.14:27).

Estudar, portanto, “as disciplinas da vida cristã” nada mais é que verificar quais as atitudes e ações que a Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus, exige de cada um de nós durante o tempo de nossa peregrinação por esta Terra. Enquanto aguardamos a volta do Senhor, temos de ter um viver de acordo com a Sua vontade e é este modo de viver que caracteriza as “disciplinas da vida cristã”.

Após uma lição introdutória, em que verificaremos que a vida cristã tem de ser disciplinada mediante três figuras bíblicas desta disciplina (soldado, atleta e agricultor), estudaremos sobre o amor, o elemento móvel de toda a disciplina cristã (lição 2). Em seguida, passaremos a estudar cada uma das atividades indispensáveis para uma vida cristã disciplinada, a saber, a oração (lição 3), a leitura devocional da Bíblia (lição 4), o culto cristão (lição 5), o serviço cristão (lição 6), a contribuição financeira (lição 7), o louvor (lição 8), a resistência às tentações (lição 9), o testemunho cristão (lição 10), a oração e o jejum pela Pátria (lição 11), a união cristã (lição 12) e a firme confiança no Senhor (lição 13).

Que, após o estudo deste trimestre, possamos ter verificado a nossa vida cotidiana, o nosso dia-a-dia e, após uma reflexão sincera, a Palavra de Deus possa torná-lo muito mais agradável ao Senhor do que atualmente, pois “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18).

B) LIÇÃO 1 – AS DISCIPLINAS DA VIDA CRISTÃ

Quem serve a Jesus é um discípulo do Senhor, ou seja, alguém que tem uma disciplina a cumprir.

INTRODUÇÃO

– Estudaremos, neste trimestre, as disciplinas da vida cristã, ou seja, o conjunto de ações e atitudes que temos de observar para servirmos a Deus. Quem serve a Jesus é Seu “discípulo”, ou seja, alguém que aprendeu a viver de uma determinada maneira, para que sua vida possa glorificar o nome do Pai que está nos céus (Mt.5:16). “…O verdadeiro discípulo precisa ser uma pessoa disciplinada…” (CHAMPLIN, Russell Norman. Disciplina. In: Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, v.2, p.178)

– Nas Escrituras Sagradas, o cristão é apresentado por três figuras que bem explicam o caráter indispensável da disciplina na vida espiritual: o agricultor, o soldado e o atleta. Todos estes evidenciam, em suas atividades, a necessidade da disciplina na vida diária de cada crente.

I – O QUE É DISCIPLINA

– “Disciplina”, diz-nos o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, é “o ensino e educação que um discípulo recebia do mestre”, “obediência às regras e aos superiores”; “regulamento sobre a conduta dos diversos membros de uma coletividade, imposto ou aceito democraticamente, que tem por finalidade o bem-estar dos membros e o bom andamento dos trabalhos”; “ordem, bom comportamento”; “obediência a regras de cunho interior; firmeza, constância”, palavra que vem do latim “disciplina, ae”, cujo significado era “ação de se instruir, educação, ciência, disciplina, ordem, sistema, princípios de moral”.

– Na Versão Almeida Revista e Corrigida, a palavra “disciplina” aparece por cinco vezes, sendo que, no Antigo Testamento, apenas no capítulo 23 do livro de Provérbios (Pv.23:12,13,23), enquanto que, em o Novo Testamento, aparece em duas oportunidades, em Cl.2:23 e Hb.12:8.

– No Antigo Testamento, a palavra “disciplina” é “musar” (????), palavra que significa “correção”, “instrução”, “castigo”. Nas três vezes em que aparece no capítulo 23 do livro de Provérbios, está relacionada com uma vida regrada, que segue os parâmetros estabelecidos por alguém, seja o próprio Deus (o “redentor forte” de Pv.23:11), sejam os pais (Pv.23:13), sejam as regras sociais cotidianas (Pv.23:23). A propósito, neste último versículo, a disciplina é, ao lado da sabedoria e da prudência, a conseqüência pela compra da verdade, o que nos remete, imediatamente, à circunstância de que a disciplina é o resultado direto pela submissão à Palavra de Deus, que é a verdade (Jo.17:17).

– Em o Novo Testamento, a palavra “disciplina” aparece em Cl.2:23 traduzindo a palavra grega “apheidia” (???????), cujo significado é “severidade”, “tratamento duro”, expressão que o apóstolo aplicara para as práticas ascéticas seguidas pelos gnósticos que estavam perturbando a igreja em Colossos.

– Já em Hb.12:8, a palavra “disciplina” traduz a palavra grega “paidéia” (???????), palavra que corresponde ao hebraico “musar” e cujo significado é “instrução”, “disciplina”, “castigo”. No texto em apreço, o escritor aos hebreus faz questão de mostrar aos servos de Deus que o Senhor nos mantém sob disciplina porque nos ama, porque faz parte do real e verdadeiro relacionamento com Deus a manutenção de uma vida regrada, de uma vida disciplinada.

– O primeiro significado de disciplina é “”o ensino e educação que um discípulo recebia do mestre”. Não é por outro motivo que o Senhor Jesus Se disse o único Mestre (Mt.23:8), porque “disciplina” é o aprendizado junto ao Mestre e somente podemos ter disciplina se aprendermos da própria Verdade, que é Jesus (Jo.14:6). Não há como alcançarmos descanso para as nossas almas, ter paz com Deus se não aprendermos de Cristo (Mt.11:29).

– Ser “discípulo” de Jesus importa em ter uma “disciplina”. Para servir ao Senhor, impõe-se dEle aprender, tê-lO como Mestre, passar a imitá-lO (I Co.11:1), tê-lO como exemplo (I Pe.2:21). Por isso, não há como entender uma vida cristã sem “disciplina”, sem o ensino de Jesus, ensino este que se encontra na Bíblia Sagrada, “porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Rm.15:4).

– Não se compreende, pois, que pessoas queiram servir ao Senhor Jesus, digam-se “crentes” na atualidade mas não têm qualquer interesse em aprender de Jesus, nem sequer fazem uma leitura devocional diária das Escrituras Sagradas. Tais pessoas são “sem disciplina” e, por isso, não podem ser consideradas como verdadeiros “discípulos” do Senhor.

– O segundo significado de “disciplina” é “obediência às regras e aos superiores”. A disciplina, neste significado, lembra-nos que o ser humano não é senão uma criatura na ordem cósmica. Embora tenha sido criado como a “coroa da criação terrena” (Sl.8:5), o homem não passa de um mordomo do Senhor, ou seja, alguém que tem de se sujeitar a Deus, o único e exclusivo dono de todas as coisas que há no universo (Sl.24:1).

– A disciplina é, portanto, um aspecto da mordomia, pois, em sendo “obediência às regras e aos superiores”, nada mais é que a obediência a Deus, o Criador, Aquele que fez o homem e que lhe determinou um modo, uma maneira de viver. A disciplina envolve, portanto, um modo de viver determinado por alguém superior, em termos espirituais, o modo de viver determinado por Deus aos homens.

– Muitos, equivocadamente, confundem a graça de Deus com a ausência de regras. Acham que o homem só deveria obedecer a regras e mandamentos na dispensação da lei, nos tempos de Moisés e que Jesus, ao trazer a graça e a verdade (Jo.1:17), estabeleceu um modo de vida sem quaisquer regras ou limites. Isto, porém, não corresponde à verdade bíblica, visto que, como ensinou o apóstolo Paulo (e não há, à evidência, no texto sagrado, alguém mais avesso ao legalismo do que Paulo), a vida em Cristo é um “andar conforme a regra” (Gl.6:16).

– Os salvos na pessoa de Jesus têm, sim, mandamentos a seguir, têm um modo de viver distinto, estabelecido e determinado por Deus, o que o apóstolo Paulo chama de “lei de Cristo” (I Co.9:21; Gl.6:2) e que se resume nos dois mandamentos, quais sejam, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mc.12:31), mandamentos estes concretizados e sintetizados naquele que Jesus denominou de “novo mandamento”, que é o de amar uns aos outros como Jesus nos amou (Jo.13:34).

– Os homens sem Deus e sem salvação não andam conforme a regra, não se amam uns aos outros como Jesus nos amou, mas são “amantes de si mesmo” (II Tm.3:2), que se rebelaram contra Deus e não fazem senão satisfazer seus próprios desejos, confundindo “liberdade” com “libertinagem”, tendo uma “vã maneira de viver” (I Pe.1:18), mal sabendo, porém, que, em sua rebelião, estão assinando a sua própria sentença de morte eterna.

OBS: Recentemente, surgiu mais um “falso cristo”, José Luís de Jesus Miranda, criador do movimento “Creciendo en Gracia”, que tem entre seus “ensinos”, o de que “pecado é não fazer o que se tem vontade”, pois a “liberdade que há em Cristo” ( e ele se diz a reencarnação de Jesus) é “fazer o que se quer”. Esta mensagem absurda tem conquistado milhares de seguidores, porque está bem de acordo com o propósito rebelde do coração humano escravizado pelo pecado.

– A liberdade tem, como contrapartida indispensável, a responsabilidade. Deus nos criou com o poder de escolha, com o poder de decidir o que iremos fazer ou não, mas prestaremos contas de todas estas escolhas e decisões perante Ele, com quem haveremos de tratar um dia (Hb.4:13).

– O terceiro significado de “disciplina” é “regulamento sobre a conduta dos diversos membros de uma coletividade, imposto ou aceito democraticamente, que tem por finalidade o bem-estar dos membros e o bom andamento dos trabalhos”. A “disciplina” envolve, portanto, o conjunto de regras, de procedimentos que devem ser seguidos a fim de que haja  bem-estar.

– Desde quando o homem foi criado, Deus estabeleceu regras ao homem para que ele vivesse bem e alcançasse a felicidade, que é o objetivo que Deus quer a todos os homens, a quem ama com um amor tal que deu o Seu Filho Unigênito para proporcionar a salvação. Quando o homem aceita estas regras, passa a viver conforme a vontade de Deus, alcança esta felicidade, felicidade esta que o texto sagrado chama de “bem-aventurança”, ou seja, uma felicidade além dos limites compreendidos pela limitada mente humana.

– Enquanto o primeiro casal seguiu o regulamento prescrito por Deus no Éden, teve uma vida de comunhão e de delícias, mas, em tendo desobedecido ao Senhor, perdeu esta comunhão, passando a viver separado de Deus, por causa do pecado (Is.59:2). Foi esta separação que Jesus veio desfazer (Ef.2:12-19), mas, além de termos de crer nEle, pois a salvação nos vem pela fé (Ef.2:8), temos, também, de nos submeter à vontade de Deus, ao regulamento, ou seja, termos uma vida disciplinada, sem o que não alcançaremos o fim da nossa fé, que é a salvação (I Pe.1:9).

– Não é por outro motivo que Jesus sintetizou a vida cristã em três atitudes, pois disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me” (Mc.16:24; Mc.8:34; Lc.9:23). Estas palavras foram proferidas aos “discípulos”, ou seja, a quem quer se submeter à disciplina divina, ao modo de viver estabelecido e determinado por Deus em Sua Palavra.

– A primeira atitude é a de “renunciar a si mesmo” ou “negar a si mesmo”, o que envolve a anulação da própria vontade, o abandono da vontade própria em troca da vontade de Deus. A vida cristã envolve deixar os próprios desejos para que os desejos de Deus sejam cumpridos em nossa vida. Ter disciplina é, portanto, aprender o que Deus quer de nós e cumprirmos esta vontade em nossa existência.

– A segunda atitude é a de “tomar sobre si a sua cruz”, ou seja, assumir as responsabilidades e os encargos que a vida cristã exige, como, aliás, veremos ao longo deste trimestre letivo. Ser cristão é ser servo de Deus e o servo tem um serviço a realizar, tem tarefas a cumprir. Deus não nos chamou para ficarmos ociosos ou para simplesmente nos deleitarmos em momentos de reunião de adoração (como, infelizmente, muitos têm achado), mas, sim, para cumprirmos uma obra que Deus nos confiou, obra esta que deve ser realizada para a glorificação do nome do Senhor.

– A terceira atitude é “seguir a Jesus”, ou seja, tomar as mesmas atitudes, ter o mesmo sentimento, o mesmo pensamento e o mesmo proceder do Senhor Jesus, que nos deixou o Seu exemplo para que fosse seguido (I Pe.2:21). Neste momento é que devemos, como nunca, procurar aprender com o Senhor, mantendo com Ele um contínuo diálogo mediante a leitura e meditação da Palavra e a oração, para que, pelo Espírito de Deus, compreendamos o desejo, a vontade de Deus para as nossas vidas e para que ajamos cada vez mais como verdadeiros “cristãos”, ou seja, “pequenos Cristos”, “parecidos com Cristo”. Foi esta semelhança que fez com que os antioquitas denominassem de cristãos os discípulos em Antioquia (At.11:26).

– O quarto significado de “disciplina” é “ordem, bom comportamento”. Como já dissemos, a disciplina nada mais é que a assunção do modo de viver determinado por Deus ao homem. Nosso Deus não é Deus de confusão (I Co.14:33), de forma que a vida do cristão deve ser uma vida ordenada, uma vida que esteja de acordo com a ordem estabelecida pelo Senhor. O “bom comportamento” nada mais é que o comportamento de acordo com as Escrituras, que a conduta segundo a vontade de Deus. Por isso, o apóstolo Paulo dizia que não mais vivia mas era Cristo que vivia nele (Gl.2:20).

– O quinto significado de “disciplina” é “…obediência a regras de cunho interior; firmeza, constância”. Temos aqui a grande diferença entre o legalismo formalista e a disciplina da vida cristã. A disciplina é algo que vem de dentro, vem do coração do homem, não uma imposição ou uma aparência que não corresponde ao que está no interior. Jesus condenou duramente os fariseus precisamente porque eles construíam uma disciplina baseada na aparência, no aspecto exterior, sem qualquer preocupação numa real transformação interior. Disciplina não é a submissão a regras sob o ponto-de-vista exterior, mas, sim, uma obediência aos mandamentos divinos que tem sua origem no espírito, passa pela alma e atinge, por fim, o corpo (I Ts.5:23).

– A disciplina é a firmeza e a constância, que são fundamentais para se alcançar a vitória sobre o pecado e sobre o mal (I Co.15:57,58). Paulo, no término de sua vida, disse que havia “combatido o bom combate, acabado a carreira e guardado a fé”. O que significam estas expressões? Significam que Paulo, ao longo de toda a sua vida cristã, foi firme e constante. Diante das lutas, que nunca cessaram, manteve sempre o combate, o bom combate, porque era um combate feito com a armadura de Deus, de acordo com as regras estabelecidas pelo Senhor. Acabou a carreira, ou seja, jamais cessou de correr. A corrida do cristão não é uma prova de velocidade, mas, antes, é uma prova de resistência, com todas as dificuldades que existem na manutenção do fôlego e do objetivo de chegar ao final. Guardou a fé, ou seja, em momento algum se deixou abalar, deixou que as circunstâncias viessem a roubar a confiança que tinha em Deus. Esta firmeza aliada à constância é que o levaram a uma disciplina que lhe permitiu chegar ao fim, que é a salvação da sua alma.

II – FIGURAS BÍBLICAS DA DISCIPLINA DA VIDA CRISTÃ

– Tendo visto o que é a disciplina, deparemo-nos, agora, com três figuras bíblicas que procuram, através das coisas terrestres, ensinar-nos o significado da disciplina na vida cristã. Como o ser humano é limitado em seus pensamentos, que estão muito, mas muito aquém dos pensamentos de Deus (Is.55:8,9), torna-se necessário que, na Sua Palavra, o Senhor, que quer nos instruir, mostre as realidades espirituais através de coisas desta vida, sem o que não teremos condições de compreender a vida espiritual (Jo.3:9-12).

– A primeira figura bíblica que nos procura mostrar o significado da disciplina da vida cristã é a do soldado, do militar. Quem faz a comparação do cristão com o soldado é o apóstolo Paulo, que usa esta figura nas duas cartas que dirigiu a seu filho na fé, Timóteo. Em I Tm.6:12, mandou que Timóteo “militasse a boa milícia da fé” e, na segunda carta (a última carta escrita pelo apóstolo), afirmou que “ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.” (II Tm.2:4,5).

– A imagem do soldado como a do cristão disciplinado é extremamente apropriada, porquanto o Senhor, quando disse que iria edificar a Sua igreja, disse que ela estaria em constante luta contra os poderes do mal (Mt.16:18). A vida espiritual sobre a face da Terra, portanto, é caracterizada por uma constante luta entre os servos de Deus e o inimigo de nossas almas, uma luta que é muito mais difícil e renhida do que a luta entre os homens, pois não envolve a carne e o sangue, mas as hostes espirituais da maldade (Ef.6:12). Podemos parafrasear o poeta brasileiro Gonçalves Dias e dizer que, para o crente, “a vida é uma luta, viver é lutar”.

– Desde as mais antigas eras da história da humanidade, a vida militar tem sido uma vida que, necessariamente, é distinta da vida civil, da vida comum dos cidadãos. Os militares não podem ter o mesmo modo de viver dos demais, pois ele deve estar pronto a lutar a qualquer momento, o que o leva a ter uma vida que o permita sair para a luta a todo instante, o que o obriga a manter uma boa alimentação, uma excelente forma física, uma vigilância sem precedentes, enfim, uma agilidade fora do comum.

– Duas são as características básicas da vida militar: a hierarquia e a disciplina. Tanto assim é que a própria Constituição da República, ao definir o que são as Forças Armadas, afirma, em seu artigo 142, que são “instituições permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina”, sendo que as polícias militares assim são chamadas exatamente porque também são construídas com base na hierarquia e na disciplina. A imagem do soldado, portanto, está relacionada diretamente com a idéia de disciplina.

– Em Israel, o soldado também gozava de posição diferenciada, distinta da dos demais cidadãos, sendo, inclusive, destacado dentre eles como se vê em Is.3:2. Para ingressar na peleja, determinava a lei de Moisés que somente poderia ir à luta o soldado que tivesse algumas qualidades, a saber (Dt.20:1-9):

a) alguém que confiasse em Deus – o exército de Israel não poderia amolecer seu coração nem se aterrorizar diante dos inimigos, porque deveria ser composto de pessoas que soubessem que Deus estava com eles e que pelejaria por eles para os salvar.

b) alguém que não estivesse embaraçado com os negócios desta vida – a lei de Moisés dispensava de ir à guerra quem tivesse casa nova e não a tivesse consagrado, quem tivesse plantado um fruto na vinha e não tivesse ainda logrado fruto dela, bem como quem tivesse desposado uma mulher e não a tivesse recebido, ou seja, pessoas que tinham objetivos imediatos no cotidiano e que, portanto, não teriam como se dedicar integralmente na luta contra o inimigo, diríamos, na atualidade, que não tivessem a sua mente na guerra. O apóstolo Paulo iria tomar este ponto da lei para dizer que quem milita para Cristo não pode se embaraçar com os negócios desta vida (II Tm.2:4).

c) alguém que não fosse medroso nem tímido – os covardes, aqueles que não tivessem condição de crer em Deus e que fossem desanimados, sem coragem, não deveriam ir para a guerra, pois, além de não terem condições de lutar, também iriam desmotivar os demais.

– Com o estabelecimento da monarquia, passou a ser direito do rei a convocação para fazer parte do exército (I Sm.8:11,12), a demonstrar, portanto, que o soldado era, também, alguém que era convocado, chamado pelo rei para a luta. O soldado tinha, portanto, de ser chamado, convocado pelo rei, tendo, pois, de ser submisso, de ser obediente não só ao rei, que era o comandante supremo, mas também aos maiorais que fossem postos diante dele (Dt.20:9).

– Percebe-se, portanto, que o soldado é alguém que está submetido a uma disciplina, ou seja, precisa ser uma pessoa qualificada, que esteja com sua mente voltada única e exclusivamente para a luta, que pode ocorrer a qualquer momento, que não pode se embaraçar com nenhum outro assunto a não ser os relacionados com a guerra, que não tenha medo da morte e que confie plenamente na justiça de sua luta, que está nas mãos de Deus.

– Estas características do soldado bem ilustram a disciplina da vida cristã. O cristão deve ter em mente de que foi chamado pelo Rei dos reis para a “boa milícia da fé” (I Tm.6:12), para o “bom combate” contra o mal e as hostes espirituais da maldade. Nesta luta, que se inicia quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas e só termina quando Jesus voltar para arrebatar a Sua Igreja ou, então, quando de nossa morte física, não podemos permitir que nada venha a distrair as nossas mentes, bem como não podemos nos amedrontar diante das investidas do diabo e de seus anjos, que procurarão sempre fazer com que o nosso “eu” que foi crucificado com Cristo desça da cruz e nos faça pecar.

– Uma das grandes armas do inimigo, em nossos dias, tem sido a distração, ou seja, o embaraço com os negócios desta vida. Diante das cada vez mais difíceis condições de vida, somos levados a nos dedicar mais e mais a nossos afazeres cotidianos, deixando-nos embaraçar com coisas que, em si, não são pecaminosas, mas que nos levam a ter nossa mente desviada para outro foco que não a luta que temos contra o inimigo de nossas almas.

– O soldado, porém, não se deixa embaraçar, está sempre pronto para atuar e, por isso, vive em constante treinamento com a sua armadura, está sempre em plena forma física, bem como vigilante, entrando em ação assim que chamado. Por isso, também, o soldado sempre se encontra bem alimentado e com sua saúde bem preservada, a fim de impedir que não possa atuar quando solicitado.

– O apóstolo Paulo bem afirmou que o cristão, consciente desta sua condição de soldado, deve ter a armadura de Deus, descrita em Ef.6:13-17, devendo estar treinado para delas usar em qualquer ocasião, bem como que mantenha uma boa forma, o que se faria por meio da oração, da vigilância e da perseverança (Ef.6:18). Vemos, portanto, que, assim como o soldado, deve o cristão, na sua vida diária, manter uma disciplina, um modo de viver que o permita lutar contra o inimigo a qualquer instante.

– Assim como o soldado em Israel tinha por objetivo e propósito defender o seu povo enquanto propriedade peculiar de Deus dentre os povos (Ex.19:5) e, portanto, em última análise, agradar a Deus e não aos homens, da mesma forma, o cristão, diz-nos Paulo, deve procurar agradar sempre a Deus, que foi quem o chamou para a peleja (II Tm.2:4). O soldado devia fazer a vontade do rei que o convocara, assim também o cristão, chamado e escolhido que foi por Cristo (Jo.15:16), deve sempre agradar ao Senhor e isto fará se cumprir o que está na Bíblia Sagrada. Temos sido bons soldados do Senhor? Ou já somos insurgentes, ou seja, rebeldes, que não seguem mais ao comando e que desertaram da luta contra o mal?

– O soldado deve estar em constante treinamento, para manter a forma física e a habilidade no uso das armas. Da mesma maneira, o cristão deve estar em constante treinamento, mantendo uma vida de oração, uma vigilância constante e uma perseverança ininterrupta, a fim de que tenha condições de bem se utilizar da armadura de Deus quando for atacado ou tiver de atacar o adversário. Temos esta habilidade com a armadura de Deus (cinturão da verdade, couraça da justiça, calçados na preparação do evangelho da paz, escudo da fé, capacete da salvação e espada do Espírito)? Temos feito “exercícios espirituais” para nos mantermos em forma?

– É importante considerar que o prêmio do soldado, que Paulo denomina de “coroa” (II Tm.2:5), lembrando, assim, o cerimonial do “triunfo romano”, ou seja, a comemoração que os romanos faziam em Roma na volta de suas vitórias militares, em que os vitoriosos eram coroados com coroas de louro (daí a expressão “os louros da vitória”), somente era obtido a quem “militava legitimamente”, ou seja, quem tivesse cumprido rigorosamente todas as determinações dos comandantes, quem tivesse se submetido a todas as regras estabelecidas, quem tivesse desempenhado todas as tarefas que lhe haviam sido dadas. Não bastava lutar, mas era preciso lutar “segundo a regra”. Se a nossa luta findasse neste instante, teríamos legitimidade para sermos coroados? Será que poderíamos repetir as palavras de Nosso Senhor: “Eu Te glorifiquei na terra, tendo consumado a obra que Me deste a fazer” (Jo.17:4)?

– A segunda figura bíblica que nos ensina a respeito da disciplina da vida cristã é a figura do atleta, utilizada por Paulo em I Co.9:24-27, figura, aliás, muito conhecida dos gentios, notadamente os gregos, que tinham a figura do atleta como um elemento proeminente em sua cultura. Aliás, a palavra “athletés” (???????), em grego, significa “lutador, o que combate nos jogos públicos, campeão, valentão”, palavra que vem de “athlos”(?????), cujo significado é “luta”, “combate”, “competição”, “concurso”.

– Vemos, portanto, que a idéia do “atleta” está muito relacionada com a do soldado e que, notadamente na Grécia e em Roma, os “atletas” eram aquelas pessoas que participavam das competições nos jogos públicos, demonstrando, assim, toda a sua valentia, toda a sua habilidade, suas condições muitas vezes tidas como supra-humanas, quase que divinas.

– O objetivo de todo “atleta” era o “atlon”(?????), ou seja, o “prêmio”, a “recompensa”, que, assim como os militares romanos, era obtido mediante a concessão de uma “coroa de louros” ao vencedor. O apóstolo Paulo dizia que corria atrás de um prêmio e, por isso, esforçava-se por evangelizar a todos, inclusive se submetendo às diferentes condições culturais para poder alcançar seus ouvintes (I Co.9:19-22).

– O cristão deveria lembrar-se das competições esportivas, tão abundantes naquela época (e que hoje, também, estão sempre em nosso cotidiano, pois até as Olimpíadas, a principal competição esportiva grega, foram restabelecidas), e verificar que o objetivo de todos os competidores era alcançar o prêmio, ter a vitória, ainda que todos soubessem que somente um o atingiria. Assim, se o fato de que todos os competidores não desanimavam e se preparavam para obter o prêmio, mesmo sabendo que um só iria alcançá-lo, o cristão deveria ter o mesmo ânimo, o mesmo propósito de vitória, ainda mais quando se sabe que não é apenas um ou alguns que obterão o prêmio, mas, pela graça de Deus, todos quantos chegarem até o final.

– Entretanto, como bem lembra o apóstolo, o atleta é alguém que se abstém de tudo a fim de ter a possibilidade de alcançar o prêmio(I Co.9:25). Um atleta, para poder ter chance de vencer uma competição, precisa dirigir sua vida tendo em vista única e exclusivamente o prêmio que pretende conquistar. Como vemos todos os dias, os grandes atletas estabelecem uma maneira de viver levando em conta tão somente os objetivos a que se propôs. Tem uma alimentação dirigida para a sua atividade esportiva, um período de sono também relacionado com sua atividade, um cronograma extremamente rigoroso, onde cada ação sua tem em vista tão somente a competição, a obtenção do prêmio.

– Ao vermos a determinação do atleta, a construção de uma maneira de viver que leve em conta tão somente a competição, única e exclusivamente o prêmio que pretende conquistar, devemos nos lembrar que o prêmio perseguido por ele é passageiro, temporário, é uma “coroa corruptível”, enquanto que o prêmio que o cristão pretende alcançar é algo que não passa, é eterno, uma “coroa incorruptível” (I Co.9:25).

– O cristão, assim como o atleta, tem de se abster de tudo aquilo que possa atrapalhar o seu desempenho na luta diária contra o pecado e o mal, de tudo aquilo que possa comprometer a sua forma espiritual, de tudo quanto possa fazer com que o seu rendimento não o permita alcançar a vitória. Muitos cristãos, entretanto, assim como muitos atletas, deixam-se envolver pelas coisas desta vida, pelas distrações e acabam perdendo a sua forma espiritual, deixam de render e fracassam as suas carreiras, seguindo o triste exemplo de Demas (II Tm.4:10).

– Assim como o atleta, o cristão deve ser determinado, ou seja, ter a mente de Cristo, tudo discernindo espiritualmente, tudo relacionando com os seus compromissos e propósitos assumidos no instante em que aceitou a Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador (I Co.2:9-16). O apóstolo mostra que o atleta é alguém que vive em constante estado de concentração, que não perde de vista o seu alvo, que é a vitória na competição, não se deixando distrair, perder-se por tudo quanto está à sua volta. Nas competições esportivas, é sempre observado que todos os competidores estão concentrados, com sua atenção voltada para o embate, ainda que multidões estejam à sua volta.

– O apóstolo insiste em dizer que o cristão não pode ser alguém menos concentrado do que o atleta. Pelo contrário, diz que corria não como a coisa incerta, combatia não como batendo no ar (I Co.9:26). Lamentavelmente, não são poucos os que crentes se dizem ser que não sabem o que, porque e para que estão na igreja. Andam desatenciosamente, não têm em sua mente o objetivo de servir a Deus e de que estão indo para o céu, o que os levam a ser levados de um lado para outro, por ventos de doutrina (Ef.4:14) e nas ondas da incredulidade (Tg.1:6,7).

– O cristão deve ser alguém determinado, que bem sabe o que quer, o que deve fazer, porque está servindo a Deus e para que O serve. É alguém que tem um propósito definido e que, por causa deste propósito, deste alvo e desta esperança, estabelece uma disciplina, purificando-se a si mesmo porque sabe que Jesus é puro (I Jo.3:3) e que não importa o que procura atraí-lo neste mundo, pois está almejando a sua cidade, que está nos céus, donde espera o Salvador, o Senhor Jesus Cristo (Fp.3:20). O prêmio do cristão é o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fp.3:14), o galardão que está com o Senhor e que corresponde à obra de cada um (Ap.22:12).

– Esta é a determinação do cristão e não um suposto poder miraculoso da vontade própria ou dos desejos, como tem sido ensinado pelos arautos da falsa doutrina da confissão positiva, mas, sim, uma disposição de se abster de tudo quanto possa nos atrapalhar de servir a Deus, uma firme disposição de reduzir a natureza pecaminosa que existe em nós à servidão (I Co.9:27), de impedir que a concupiscência gere o pecado em nós (Tg.1:13-16), pois estamos mortos para o mundo e vivemos agora única e exclusivamente para Deus (Rm.6; Gl.2:19,20).

– Temos tido a mesma determinação que têm os atletas? No planejamento de nosso viver diário, damos o devido valor ao prêmio da coroa incorruptível que estamos a perseguir, assim como os atletas constroem seu cotidiano levando em conta o prêmio passageiro que pretendem obter na próxima competição? Temos nos abstido de tudo quanto possa nos atrapalhar de ir para o céu, assim como os atletas se abstêm de tudo quanto possa comprometer o seu rendimento nas competições esportivas? Temos uma disciplina de subjugo de nossa natureza pecaminosa, assim como os atletas subjugam o corpo para dele poder obter condições plenamente favoráveis para a sua vitória?

– Todo o esforço dos atletas, como disse o apóstolo, é para um prêmio passageiro, para uma vitória que, pouco depois, estará esquecida e nada mais representará, inclusive nos meios esportivos. Por isso, o apóstolo, quando escreveu a Timóteo, filho de grego e de judia, quis mostrar que o exercício corporal tinha pouco proveito ante a excelência da piedade, que nada mais é que a prática dos “exercícios espirituais” (I Tm.4:8). Temos procurado nos aprimorar nos “exercícios espirituais”, ou seja, na piedade, que não só nos faz ter bons instantes e momentos nesta vida mas também nos garante a vida eterna?

– “Piedade”, diz-nos a Bíblia On-Line da Sociedade Bíblica do Brasil, é “o respeito pelas coisas religiosas, o espírito de devoção”.  É a tradução da palavra grega “eusebeia” (????????). Segundo o Novo Dicionário da Bíblia, organizado por J. D. Douglas, “…uma análise completa da piedade, segundo o Novo Testamento, incluiria a expressão prática da fé numa vida de arrependimento, de resistência às tentações, de pecado mortificado e, igualmente, em hábitos de oração, ações de graças e observância reverente da Ceia do Senhor; no cultivo das virtudes de esperança, amor, generosidade, alegria, domínio próprio, resignação paciente e contentamento; na busca da honestidade, da retidão e do bem dos outros em todas as relações humanas; no respeito pela autoridade divinamente constituída, na Igreja, no Estado, na família e no lar. Todas essas atitudes e práticas são recomendadas por Deus e O glorificam…” (Piedade. In: O novo dicionário da Bíblia, t.II, p.1285).

– Podemos dizer que temos uma vida piedosa? Podemos afirmar que temos nos esforçado para que nossas ações sejam cada vez mais piedosas? Temos treinado a cada dia obedecer aos ditames das Escrituras de forma que nossos relacionamentos com Deus e com o próximo sejam cada vez mais similares aos que foram feitos pelo Senhor Jesus enquanto esteve entre nós?

– A terceira figura bíblica que nos fala da disciplina da vida cristã é a do agricultor. Já no Antigo Testamento, o profeta Isaías dizia que o lacrador era alguém que era instruído por Deus acerca do que deveria fazer (Is.28:24-26).

– Com efeito, a atividade agrícola é uma atividade “sui generis”, pois, além de ter de realizar suas atividades de um certo modo, ou seja, de forma disciplinada, o agricultor sempre estará na dependência de fatores alheios à sua vontade, visto que de nada adianta tomar todas as providências que estão ao seu alcance se não houver chuva, se o tempo não colaborar. A “…atividade agrária, concebida, segundo a teoria agrobiológica, como a atividade humana de cultivo de vegetais e de criação de animais, exposta à presença de um processo orgânico de desenvolvimento desses vegetais e animais, sujeito às leis naturais – e, portanto, não totalmente controlado pelo homem…” (REZEK, Gustavo Elias Kallas. Imóvel agrário: agrariedade, ruralidade e rusticidade.

Comentário : Dr. Caramuru Afonso

Sobre Andre Magalhaes

Meu Senhor é Jesus
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4 respostas para Lição 1 – As disciplinas da vida cristã

  1. cristina disse:

    vou estudar

  2. cristina disse:

    gostei de ter encontrado vou estudar

  3. cristina disse:

    estudarei esta licao. Para quando eu for na minha igreja já estarei bem preparada para a licao

  4. Esse site é escolhido para os grandes e ultimos profetas da Idade Moderna em que vivemos………………………………………

    SER profeta de Deus não é fácil……………………………………….

    É uma carga muita pesada ou uma cruz…………………………..

    Jesus foi o maior profeta da antiguidade e de todos os tempos
    e até hoje ainda é……………………………………………………………

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