EVANGÉLICOS X HOMOSSEXUAIS


EVANGÉLICOS X HOMOSSEXUAIS  

          O embate entre evangélicos e militantes homossexuais contra a aprovação de leis que podem cercear a liberdade religiosa no país.”
Uma verdadeira queda-de-braço entre evangélicos e defensores dos chamados direitos humanos toma conta do país (Brasil).  Na mira de ambos estão dois projetos que pretendem assegurar novos direitos aos gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros : 
O PLC (Projeto de Lei da Câmara) 122/2006 e o PL 6.418/2005.
Enquanto os evangélicos se reúnem em campanhas de mobilização para impedir a aprovação dessas leis e outras similares, os militantes da causa homossexual, por seu turno, contra-atacam com um discurso afiado pela defesa de seus direitos e com processos judiciais contra os cristãos.
O caso mais recente aconteceu no Estado da Paraíba e envolveu a Visão Nacional para a Consciência Cristã (VINACC) – uma organização evangélica com sede em Campina Grande (PB) – e a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, travestis e Transgêneros (ABGLT), com sede em Curitiba (PR).
Tudo começou em junho de 2007, quando a (VINACC), iniciou uma campanha com outdoors espalhados em Campina Grande (PB), nos quais se lia: 
Homossexualismo – E fez Deus homem e mulher e viu que era bom, uma junção de dois versículos de Gênesis: (Gn 1.27 e Gn 1.31a).
A (ABGLT), foi à justiça contra a campanha, e a (VINACC) viu-se obrigada, por decisão judicial, a pôr um fim à iniciativa, retirando os outdoors da cidade e cancelando os eventos relacionados a ela.
Segundo justificativa de Toni Reis (presidente da ABGLT),  “A homossexualidade foi retirada da classificação internacional de doenças em 1990 e seria como chamar de aleijada uma pessoa com deficiência. 
Já que a homossexualidade é uma orientação sexual na qual uma pessoa tem atração afetiva e sexual por uma outra do mesmo sexo, a justaposição ente homossexualismo ‘e era bom’ contida na frase da campanha da VINACC deixa  implícita a interferência de que ser homossexual é errado. 
Ora se a homossexualidade não é doença, tampouco crime, em um Estado laico como o Brasil, que tem por preceito constitucional que não haverá discriminação de qualquer natureza, a propaganda fere esse princípio”
Em novembro de 2007, uma outra campanha da VINACC, intitulada Família – Projeto de Deus, também foi denunciada pela ABGLT.  Dessa vez, os outdoors citavam os mesmos versículos da campanha anterior, mas não mencionavam o termo homossexualismo. 
A ABGLT, conforme consta do pedido de providências encaminhado por ela à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão da Procuradoria Geral da República, porém, entendeu que se tratava de uma reincidência no delito anterior, de uma nova “campanha homofóbica”. 
Dentre as providências requeridas á subprocuradora geral da República, Ela Wiecko Volkmer de Castilho, além das retiradas dos autdoors, pediram também a retirada da página da Internet.
Segundo o pastor Euder Faber (presidente da VINACC),  diz que:  “O movimento homossexual não concorda com os valores familiares e quer impor uma nova ordem social.  Usa argumentos falaciosos e tenta jogar a justiça e a sociedade contra os cristãos.  Está tentando impor uma verdadeira ditadura, coisa que só se vê em estados totalitários.  Não abriremos mão de nossos valores nem da liberdade de defênde-los”.
                   CONTEXTO HISTÓRICO
Segundo o próprio presidente da ABGLT (Toni Reis), mesmo no caso de as leis antidiscriminação serem aprovadas, não será preciso abrir mão de qualquer direito, já que o Projeto de Lei não interfere na liberdade de culto ou de pregação religiosa.  O que o projeto visa coibir são manifestações notadamente descriminatórias, ofensivas ou de desprezo. 
Particularmente as que incitem a violência contra os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.  Portanto religiões podem manifestar livremente juízos de valor teológicos, que devem estar alinhados com o que chama de “contexto histórico” no qual viviam os autores bíblicos. A Bíblia, sobretudo o Antigo Testamento, deve ser interpretada levando em conta o contexto histórico em que foi escrita. 
Citar a Palavra de Deus fora de contexto é pretexto para o preconceito.  Segundo ele para entender o posicionamento da ABGLT contra a campanha da VINACC, bastaria substituir o alvo desse conjunto de ações por uma outra parte da população, como cegos, coxos, atrofiados, deformados, anões e mulheres. 
Seria aceitável fazer uma campanha contra essas populações com base na argumentação bíblica de (Levítico 21.17-20), citando a passagem em que Deus determina que os deficientes físicos de todo tipo pertencentes á linhagem sacerdotal não tomassem parte no ministério do tabernáculo.  A Bíblia não é um livro homofóbico, mas a interpretação descontextualizada que alguns fazem dela é homofóbica.
Já na opinião do pastor Guilhermino Cunha, presidente do Comitê Nacional Pró-Vida e Pró-Ética (CNEPVE) – o qual tem organizado encontros pelo Brasil para descutir esses e outros projetos de lei polêmicos – a mensagem bíblicas, com relação á prática da homossexualidade, é clara e independente de interpretações contextuais. 
As uniões homossexuais, à luz da Bíblia, são chamadas de abominação! 
Cada parte do corpo humano, cada órgão, tem a sua função e é preciso saber respeitar a ordem natural.  Quem valoriza o matrimônio e considera a origem sagrada da família não é homofóbico, mas, sim, teófilo (palavra grega que significa amigo de Deus).  A homossexualidade pressupõe práticas que quebram as leis estabelecidas por Deus.  Na natureza, a reprodução pode ser assexuada ou sexuada, mas jamais homossexual.
                    PARECER FAVORÁVEL
No epicentro da polêmica, os dois projetos de lei seguem seu curso, um em cada casa legislativa – o PLC 122/2006 no Senado Federal e o PL 6.418/2005 na Câmara Federal.  Ambos propõem penas pesadas em resposta a ações discriminatórias em função de descriminação ou preconceito de raça, cor, nacionalidade, religião, sexo e orientação sexual.
O PLC 122/2006, o qual foi aprovado na Câmara no final de 2006, está na Comissão de Direitos Humanos(CDH), onde sua relatora, a senadora Fátima Cleide (PT/RO), pretendia aprova-lo ainda em março de 2007.
Seus planos parecem ter mudado depois de uma campanha de mobilização que foi levantada sobre o teor do PLC e que se reverteu no envio de emails e telefonemas aos senadores nos quais foram manifestados pelos evangélicos o inconformismo em relação as propostas do Projeto.
Por causa disso, a senadora criou um Grupo de Trabalho para analisar melhor a matéria e convocou audiências públicas para discuti-la. 
Isso ocorreu em razão de diversas manifestações da sociedade chegaram ao seu gabinete e também aos dos senadores membros da Comissão de Direitos Humanos (CDH).
Com o PLC 122/2006 emperrado no Senado Federal, surgiu em cena o projeto PL 6.418/2005 de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS) que ao chegar à Câmara, foi encaminhado á Comissão de Direitos Humanos (CDH) e passou a ter como relatora a deputada Janete Rocha Pietá (PT/SP).
O projeto de Paulo Paim (PT/RS) não mencionava a discriminação por orientação sexual e a deputada apresentou relatório favorável a ele como viera do Senado no dia 2 de maio de 2007.  Não se sabe por que motivo a deputada Janete Pietá (PT/SP)t, mudou de idéia e, em outro relatório – apresentado dois meses depois (no dia 11 de julho) – decidiu incluir, dentre os crimes previstos no Pl, a discriminação por motivo de orientação sexual.
Era o último dia antes do início do recesso parlamentar de julho e a deputada tomou providências para que o relatório fosse apresentado à Comissão exatamente na primeira reunião após o recesso, provavelmente visando pegar os colegas de surpresa.
No dia 8 de agosto, ao apresentar o relatório, entretanto, ela foi surpreendida com o pedido de vistas de alguns deputados evangélicos que, mais tarde, apresentaram votos em separado ao projeto.
                              EMAILS E FAX
Segundo deputado Henrique Afonso (PT/AC), um dos que pediram vistas e apresentaram voto em separado disse: “Ao retornar do recesso, tive acesso ao novo relatório e me surpreendi com as mudanças.  Assim, eu pedi vistas ao projeto para não deixar que fosse apreciado naquela sessão ordinária da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. 
Naquela mesma tarde e noite, por meio de telefonemas, emails informei sobre a mudança à maior parte dos membros da Frente Parlamentar Evangélica, aos juristas e aos representantes dos movimentos que já estavam nos ajudando no debate.  Esses comunicados, inclusive, vararam a madrugada com envio de emails e fax.
Novamente, a mobilização chegou às caixas postais eletrônicas de crentes de todo o Brasil e espalhou-se na forma de abaixo-assinados e manifestos de repúdio ao projeto. 
Depois do pedido de vistas, a deputada Janete Rocha Pietá (PT/SP) não voltou a colocar o projeto em pauta.
Além da mobilização via internet, a realização de seminários sobre o assunto passou a ser uma segunda estratégia dos cristãos. 
Desde setembro de 2007, por exemplo, pelo menos quatro capitais brasileiras já receberam a visita da Jornada Nacional em Defesa da Vida e da Família, uma iniciativa da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional para alertar a opinião pública quanto a projetos de lei que tramitam, atualmente na Câmara e que atentam contra os valores da família, dentre eles, os chamados projetos anti-homofobia.
                        CONSCIENTIZAÇÃO
Há quem acredite que, com tanta mobilização popular, os projetos não passem nas duas casas.  O que esse PL 122/2006 está tentando impor é completamente inconstitucional, querendo proteger os homossexuais e calar, e amordaçar todos os evangélicos ou os que pensam diferente deles.  É muito difícil que seja aprovado, segundo afirmação do senador Marcelo Crivella (PRB/RJ).
Para o deputado pastor Manoel Ferreira (PTB/RJ), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, diz que: “o PL 6.418/2005 terá o mesmo destino.   Será sepultado na Câmara.  Não vejo condições desses projetos prosperarem dentro da conscientização e da mobilização existente hoje.  Independentemente da religião que professam, muitos parlamentares defendem os valores da família”
Agora, já Toni Reis (presidente da ABGLT), lembra que a ementa do projeto define os crimes resultantes de descriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.  Nota-se que a discriminação de uma pessoa em virtude de suas crenças religiosas também está contemplada pelo projeto de lei. 
Tem havido uma grande deturpação em apelidar o PLC de “mordaça gay”, quando seria uma lei contra várias formas de discriminação, e não apenas a discriminação homofóbica.  O que a discussão acerca do PLC tem trazido à tona em relação aos homossexuais é uma intolerância extrema – diga-se perigosa – por parte de alguns religiosos mais fundamentalistas.
Entretanto, há quem questione a necessidade de uma legislação específica, prevista no PLC 122/2006.  O deputado estadual fluminense Édino Fonseca (PR) diz que: “ As leis existentes já prevêem os crimes de injúria, calúnia, difamação e agressão.  Elas já protegem os homossexuais”
O também deputado estadual André Soares(DEM), de São Paulo, concorda dizendo: “Não é necessário criar leis para as minorias, mas acabar com as minorias.  Como?  Tornando-os iguais, dando educação de qualidade para o rico e para o pobre, para o branco e para o negro.  O que se deve fazer é excluir esse termo ‘minoria’ e tratar todos como devem ser tratados, com igualdade.”
                  VALORES RELIGIOSOS
Segundo o cientista social Rodrigo de Azevedo, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, que não é evangélico, também discorda da criação de uma legislação diferenciada em defesa gays.  Para ele, a punição penal não é o melhor caminho para que as minorias como os homossexuais atinjam seus objetivos e sejam aceitos pela sociedade. “Sigo a opinião de uma socióloga de São Paulo, Helena Singer.
Segundo ela, aqueles movimentos que, historicamente, são defensores dos direitos fundamentais ao aderirem a esse mecanismo estatal de resolução de problemas que é punição criminal que acabam perdendo a capacidade de propor alternativas que, de fato, contribuam para uma sociedade onde esses direitos sejam mais reconhecidos. 
Essa utilização simbólica do Direito Penal não é eficaz.  Não tem capacidade efetiva de resolução dos problemas que ela pretende resolver e acaba reforçando uma dinâmica que, tradicionalmente, vitima um setor social em detrimento de outros.
Nesse caso, o grupo reprimido, na opinião da psicóloga evangélica Rozangela Justino e fundadora da Associação de Apoio ao Ser Humano e à Família (ABRACEH), que oferece ajuda a pessoa que desejam deixar a homossexualidade diz que: 
“Será não apenas o evangélico, mas toda a sociedade. Todas essas leis pró-homossexualismo visam a aprovar todas as formas de expressão sexual.  O que está por trás dessas leis não são medidas protetoras, mas um conjunto de providências que os ativistas dos movimentos pró-homossexualismo estão adotando para a ‘desconstrução’ de todos os conceitos, valores e normas sociais, e isso atinge completamente a igreja cristã, porque ela que valoriza a família e os valores morais e religiosos.”
Para a psicóloga, “a Igreja Evangélica precisa acordar e reagir!  Os Pastores deveriam passar mais tempo falando sobre esse assunto em suas igrejas, assim como as mídias evangélicas.  O povo brasileiro não sabe o que está acontecendo e essas leis não atingirão somente a Igreja, mas o povo como um todo!  O pior é que há juízes de Direito dando aos gays todo o respaldo, como se as leis já tivessem sido aprovadas”

Sobre Andre Magalhaes

Meu Senhor é Jesus
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8 respostas para EVANGÉLICOS X HOMOSSEXUAIS

  1. Adriano crosariol disse:

    boa noite e a paz de JESUS amigos eu sou catolico mais gostei muito desse seti pois encontrei muitas coisas sobre a biblia por isso espero que vcs sejam como eu todos no mesmo time o time de DEUS fiquem com DEUS e que a paz esteja com todos…..

  2. leandro ernandez disse:

    Quero parabenizar pelo site!

    Seria bom se todos os cristãos, sejam pentecostais, neopentecostais, catolicos, batistas, presbiterianos, luteranos, tradicionais, avivados, reformados, renovados, mormons, testemunhas de jeová, adventistas… se unicem a essa causa em comobate ao pecado do homosexualismo.

    Só a união faz a força!

  3. salomao torres disse:

    Aqui em Caldas Novas-Go a APLECAR (Conselho de Pastores) tem promovido virgilias de oração para clamar ao SENHOR DEUS por misericordia, para que a nação brasaileira não seja mais prejudicada ainda com esses PLs de inspiração maligna. faço um apelo a todos os Conselhos de Pastores do Brasil que entre nesta batalha espiritual clamando a DEUS pelo Brasil e pela salvalção dos homossexuais

  4. elias ribeiro disse:

    é verdade a biblia nao mente,e é ele que sequimos e nao podemos de forma alguma nos conformar co isso. nao vos confomeis com esse mundo , mais trasformai pela renovaçao do vosso entendimento. que é a palavra de deus ok

  5. isael disse:

    muito bom gostei mesmo
    não sabia que a coisa estava neste nível parabens a todos que se empenharam conta esta absurda lei.
    familhia é e sempre será a unão estável entre um homen e uma mulher. esse é o modelo Divino fora disso é abminação.
    abraço isael

  6. margareth disse:

    por favor me enviem esse estudo por email obrigada

  7. Benício disse:

    Acessei diversos sites hoje falando de homossexualismo e outros falando deste assunto vs evangélicos/cristianismo. Pois bem, vi até um homossexual desprezando o comentário de uma mulher/moça (não sei) dizendo que não precisava das orações dela voltadas aos homossexuais. Li manisfestações raivosas de homossexuais e tudo mais. Percebi o grande interesse da grande maioria de homossexuais também em eleger Dilma como presidente para atender interesses destes. Consegui realmente após árdua pesquisa e ao mesmo tempo “perda de meu precioso tempo” concluir o seguinte:
    Os homossexuais ficam loucos de bravos com as reprovações que recebem, porque no fundo sabem que estão errados!!!!!!
    A paz de Jesus a todos!!

  8. kilza disse:

    Irmãos estou preocupada. nossas lideranças deveriam se reunir e fecharmos uma grande ofensiva manifestação em favor da familia e da palavra de Deus. Vejo que satanas está manipulando essas pessoas dizendo pra Deus “OLHA O QUE FAÇO COM SUA IMAGEM E SEMELHANÇA” irmãos isso é muito serio.Os negros e indios foram por séculos HISTORICAMENTE massacrados nesse paiz e nada conseguiram e essa gente já está podo o pais de ponta cabeça?? vcs não estão vendo o dedinho do capeta nisso ai? Temos que proclamar 3 dias de oração e jejum nesse pais de ponta a ponta pra esa gente saber o que acontece quando crente ora.bjs graça e paz

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