O Fiel Dispenseiro


O FIEL DESPENSEIRO

O povo cristão pouco se dedica a “Dar e Servir”, Deus tem tocado-me profundamente a esse respeito. Tenho absoluta convicção que após você (ouvir ou ler) essa mensagem, sua visão de compromisso, sua compreensão com relação às ordenanças do Senhor, serão radicalmente mudadas.
Portanto, deixe que a Palavra do Senhor de forma profunda, atinja o teu coração e entendimento, ao passo que o Espírito Santo encarregar-se-á de lhe mostrar de forma clara e objetiva o que Deus quer e tem reservado a você.

Então! Vamos adiante.

Texto Sagrado.

(I Pe 4.10)

“Servi uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (grifo do autor).

(Atos 4 .32-37) – ler

Introdução.

Estas duas passagens nos descrevem o verdadeiro modelo de uma “cooperativa” de grande sucesso.

Um dos principais obstáculos para vivermos o Evangelho de Jesus em toda a sua plenitude é a tremenda dificuldade que temos de nos desprendermos de nós mesmos e dar um pouco do que temos para Deus e para os outros. Infelizmente, as palavras do Senhor “mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20.35) continuam sendo uma fronteira desconhecida e inexplorada para a maioria dos cristãos, cujos estreitos horizontes não passam d’além dos seus próprios interesses.

Mas, por que dar? Por que servir? Por que dar e servir são tão importantes para o cumprimento da Palavra de Deus em nossa vida? O texto que nós lemos é tremendamente importante para nós entendermos o porquê Pedro disse que devemos servir uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

1. A lei do fluxo e refluxo.

Esta lei determina que só recebe aquele que exercitou a graça de dar de si mesmo. À medida que nós damos (fluxo), nós recebemos (refluxo). Jesus decodificou essa lei do Pai quando disse: “dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” (Lc 6.38). Grifo do autor.

1.1 A viúva de Serepta.

Deus disse a Elias.
“Dispõe-te, e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida.” (I Rs 17. 9) Grifo do autor.

Para receber, a viúva de Sarepta primeiro teve que se dispor a dar aquilo que tinha. Por que? Porque esta é uma lei da vida: à medida que damos, recebemos. O fluxo (dar) sempre termina num maravilhoso refluxo (receber) da Graça de Deus em nossas vidas.

1.2 Dar e servir são tão vitais quanto o não dar e servir são prejudiciais para nós.

Ou seja, quem não dá, morre. Quem não dá, torna-se um mar morto – sem saídas, sem vazão, sem trocas, só recebe – por isso é morto. Para não morrer (embora não soubesse disso) aquela viúva teve que dar o pouco de farinha que tinha e o pouco azeite que lhe sobrara. O não dar implicava na própria morte.

Aqui está a ironia final da vida. Aquilo a que ela atribuía valor fundamental para sua vida seria o que lhe roubaria a vida, caso não se dispusesse a entregar.

Dar e servir eram tão vitais quanto o não dar e servir seriam prejudiciais para ela. Talvez esta seja a razão porque existam muitas pessoas que morreram para vida. Nunca deram de si para ninguém. Sofrem da síndrome do mar morto. São lacradas, são sem saídas, são hermeticamente fechadas, só recebem; são cisternas cujas águas estão sempre paradas, nunca se renovam.

2. O retorno é sempre infinitamente maior do que aquilo que nós damos.

Aquilo que damos, volta, em uma medida infinitamente maior. O retorno sempre é maior que o investimento: “dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão…”.

Aquela viúva deu um pouco de farinha e azeite. O que ela recebeu? Farinha e azeite? Não!

Ela recebeu a vida de seu filho de volta (mais tarde, Elias orou e o filho da viúva ressuscitou). (I Rs 17.17-23). Será que, se ela soubesse antes que Elias iria salvar o seu filho, teria relutado em dar o seu pão para mantê-lo vivo? Claro que não! Ela jamais imaginou que ao dar o seu pão para o sustento do Profeta, ela estava dando na verdade a vida para o seu próprio filho.

Jamais imaginou que o ajudando (o que fez com certa má vontade) ela estava na verdade se ajudando.

Aqui está o problema que nos impede de dar o que temos para Deus e para o próximo.

Quando damos, o fazemos achando que estamos sempre ajudando os outros e nunca nós mesmos. Não atinamos para o fato de que ao dar o nosso “pão”, não estamos ajudando ninguém, a não ser unicamente nós.

Porque o retorno sempre é infinitamente maior do que aquilo que nós investimos. Quando Deus pede para nós darmos alguma coisa (por mais precioso que pareça ser) é porque Ele quer nos dar em troca algo muito maior e mais importante.

Existem na igreja pessoas que ainda não desenvolveram a graça de dar de si mesmo para outros e para Deus. Não entenderam ainda que, na contabilidade de Deus, é dando que se recebe, é dividindo que se soma, é deixando escorrer de nós o fluxo da graça de dar, que somos inundados pelos refluxos generosos da graça de viver – o que nos faz pensar que é sempre mais bem-aventurado dar que receber…

No texto de Atos percebemos coisas de suma importância para todos nós nos tempos atuais.

O versículo 34 diz: “Não havia, pois, entre eles necessitado algum.”

 Versículo 32 “E era um ……” (o que?) coração

 Versículo 32 “…… lhes eram comuns.” (o que?) todas as coisas

 Versículo 33 “davam testemunho ……” (o que?) da ressurreição do Senhor

 Versículo 33 “e em todos eles havia ……” (o que?) abundante graça

O grupo estava unido por uma visão comum e pelo seu compromisso profundo uns para com os outros. O compromisso de serem todos os despenseiros da multiforme graça de Deus.

3.0 O resultado de não dar de si mesmo para os outros e para Deus.

A Palavra de Deus nos afirma com grande autoridade que, aquele que não cumpre os mandamentos do Senhor, não terá parte com Ele.

Muitos cristãos têm deixado de cumprir o mandamento de Deus no que diz respeito aos Dízimos e Ofertas.

Eles alegam que não lhes sobra praticamente nada no final do mês. Alguns até apresentam uma lista com todos os seus gastos pessoais. “Farmácia, supermercado, plano de saúde, colégio dos filhos, prestações do financiamento da casa, carro, aluguel, luz, água, telefone, impostos e outros”. É claro que sabemos que todos nós temos esses compromissos no final do mês. Mas, nos esquecemos do maior de todos eles “trazei todos os dízimos a casa do tesouro…” (Ml. 3.10).

Muitos cristãos jamais participaram de campanhas de arrecadação de alimentos na igreja, ofertas missionárias nem pensar. Por diversas vezes ouvem os apelos durante os cultos, mas, não se sentem nem um pouco sensibilizados.

“Sofrem da síndrome do mar morto. São lacradas, são sem saídas, são hermeticamente fechadas, só recebem; são cisternas cujas águas estão sempre paradas, nunca se renovam”.

Esquecem-se do texto Sagrado que diz: “…porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” (Lc 6.38). Grifo do autor.

3.1 Consagração do dizimo.

Nunca consagram o “dizimo”, acham que se assim o fizerem, no final do mês no fechamento das contas, vai lhes fazer falta. Porem pagam a cada mês uma quantia considerável de medicamentos na farmácia. Por vezes ainda se perguntam:

“Deus esqueceu-se de mim, tenho orado, jejuado, pedido a Deus incessantemente que me cure, mas, parece que Ele não me ouve. Outros dizem, não entendo, tenho orado a Deus pedido que ele me guarde de assaltos e roubos, mas, parece que minha oração não tem chegado ao trono da graça!”.

Esse tipo de crente prefere amargar prejuízos no final de todos os meses, a cumprir o mandamento do Senhor.

“dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão…”. (Grifo do autor).

Ao contrario desse tipo de crente o Salmista escreveu:

“Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor, que em Seus mandamentos tem grande prazer” (Sl 112.1) Grifo do autor.

3.2 Campanhas de arrecadação de alimentos aos necessitados.

Todos os meses são realizadas campanhas de arrecadação de alimentos aos necessitados. Mas, a grande maioria dos crentes faz de conta que o assunto não tem nada a ver com eles.

O apostolo Pedro escreveu a igreja de Jerusalém dizendo:

“Mas, sobretudo, tendes ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobrirá a multidão de pecados” (I Pe 4.8).

Onde está a caridade (amor) com o qual deveríamos amar nossos semelhantes?
Jesus disse: “Um novo mandamento vos dou: Que vós ameis uns aos outros; como Eu amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis”. Grifo do autor.

Como então podemos ficar indiferentes ao vermos nossos irmãos que em muitas oportunidades não tem o pão para servir a mesa aos seus filhos e familiares. Quantas vezes há em nossa mesa a sobeja de pão, sobra tanto que na maioria das vezes, quando os animais caseiros não dão conta de comer todas as sobras, nós lançamos no lixo.

Para outros acontece ao contrario! Eles compram, compram, compram, mas, sempre tem falta de alguma coisa. Eles dizem, não entendo, gastei tantos Reais no ultimo final de semana no mercado, mas parece que não trouxe nada, ou tudo o que comprei já acabou!

Novamente a Palavra de Deus tem uma resposta muita clara e objetiva para esse fenômeno.

“Semeias muito e recolheis pouco; comeis, mas não vos farteis; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário recebe salário num saquitel furado”. (Ag 1.6) Grifo do autor.

Quando será que aprenderemos? Não podemos continuar a lutar contra os mandamentos do Senhor!

O Senhor diz para todos nós: “… fazei prova de mim…” (Ml 3.10).

A igreja de Antioquia viveu pelo menos três estagio de desenvolvimento na comunhão dos cristãos.

1. Eles tinham um só coração (espírito)

2. Tinham uma só alma (mente).

3. Eles compartilhavam todas as coisas em comum (compromisso com Deus).

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração. Louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor a igreja aqueles que se haviam de salvar”. (At 2. 42-47) Grifo do autor.

Deus nos ajude a entender as necessidades uns dos outros.

Sobre Andre Magalhaes

Meu Senhor é Jesus
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2 respostas para O Fiel Dispenseiro

  1. José Air da Silva disse:

    Uma bênção!!
    Pena que alguns lideres hoje, tenha colocado no coração dos sem igrejas, e até mesmo de alguns crentes, dúvidas á respeito (mordomia cristã).
    Mas para aqueles que conhecem a seriedade do trabalho certamente não se deixaram levar por ventos de dúvidas.

  2. Ailton Gomes Bastos disse:

    Que o soprar do Espirito Santo possa levar esta mensagem linda aos corações de todos aqueles que um dia optaram por seguir a Jesus e obedecerem a Biblia como unica regra de fé e prática. Pois infelizmente muitos querem somente extrair do Reino de Deus, mas nunca depositam. E a verdade é que quem não semeia não colhe.
    Deus abençoe em Cristo Jesus, abraços.

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