JESUS, O PROFETA DAS NAÇÕES


 

Jesus exerceu os três ministérios e, por isso, é o Messias, o Cristo, ou seja, o Ungido de Deus.

INTRODUÇÃO

 

– No estudo a respeito da pessoa de Jesus, entramos, agora, na análise de Seu ministério terreno, ou seja, do exercício público de Sua missão salvadora, primeiramente diante do povo de Israel e, após a rejeição de Israel (Jo.1:11), aberto a todas as nações do mundo (Rm.11:11,12). É pelo exercício destes ministérios que podemos dizer que Jesus é o Cristo.

 

– Três eram os ministérios instituídos em Israel e que exigiam a separação, a unção do seu exercente: o de profeta, o de sacerdote e o de rei. Nenhuma personagem da história sagrada exerceu, ao mesmo tempo, os três ofícios. O único a fazê-lo foi Jesus, que, por isso, é chamado de o Cristo do Senhor (Lc.2:26), ou seja, o Ungido do Senhor, o Messias. Jesus é o Cristo, porque só Ele exerceu, a um só tempo, os três ministérios. Será este o assunto das nossas próximas três lições, a começar desta, onde estudaremos o ministério profético de Jesus.

 

I – O OFÍCIO PROFÉTICO ATÉ O MINISTÉRIO DE JESUS

 

– Deus escolheu Israel para ser a Sua propriedade peculiar entre as nações da Terra (Ex.19:5,6). Assim, para que o povo não se corrompesse(Pv.29:18), sempre levantou, no meio de Israel, profetas, que eram Seus porta-vozes, como havia sido prometido ainda no deserto através de Moisés(Dt.18:20,21), ele próprio um profeta de Deus (Dt.34:10).

 

– A palavra “profeta” é grega e significa “aquele que fala por alguém”. Profeta é, portanto, a pessoa que fala por Deus, podendo, ou não, predizer o futuro. No hebraico, três são as palavras utilizadas para profeta, a saber: “nabi”(????), “roeh” (???) e “hozeh”????)), palavras que aparecem reunidas em I Cr.29:29. “Nabi” é a palavra mais comum nas Escrituras hebraicas e tem o mesmo significado do grego “profeta”, ou seja, “anunciador”, “declarador”. Já “roeh” e “hozeh” significam “aquele que vê”, ou seja, “vidente”, como está traduzido na versão em língua portuguesa, que era, segundo I Sm.9:9 a antiga denominação dos profetas, querendo com isto dizer aquele que tem uma visão sobrenatural, aquele que Deus dá a enxergar algo que os homens não vêem. Apesar dos esforços dos estudiosos, é difícil estabelecer se havia alguma diferença entre estes termos no início da vida de Israel e, em caso positivo, em que consistiria esta diferença.

 

– Além disso, os profetas também são identificados no Antigo Testamento como sendo os “homens de Deus” (”‘ish há Elohim”- ??? ?????) (Dt.33:1; Js.14:6; I Sm.2:27; 9:6-8; I Rs.12:22; 13:1), a indicar que eram pessoas escolhidas por Deus para serem Seus mensageiros. O “profeta”, portanto, é alguém escolhido por Deus, um ser humano, mas que era separado pelo Senhor para trazer mensagens ao Seu povo.

 

– Tanto assim é que somente era reconhecido como “homem de Deus”, como profeta aquele que dissesse algo que se cumprisse, visto que esta era a prova indelével de que tinha sido ele porta-voz de Deus, que é a verdade (Jr.10:10). Eram estas, aliás, as instruções dadas pelo próprio Moisés ao povo (Dt.18:21,22). Este conceito israelita era conhecido até mesmo pelos povos vizinhos, como se verifica no caso da viúva de Zarefate (I Rs.17:23,24).

 

– Como já dissemos, Deus levantou profetas durante toda a história de Israel. A primeira pessoa que a Bíblia chama de profeta foi o próprio Abraão, de onde seria formada a nação israelita (Gn.20:7). No entanto, o primeiro profeta bíblico não foi Abraão, mas, sim, Enoque, que, ainda antes do dilúvio, teria profetizado a respeito do estabelecimento do reino milenial de Cristo (Jd.14).

– Em seguida, as Escrituras mostram que Deus levantou como profeta a Moisés (Ex.4:15,16), precisamente no instante em que começava a estruturar Israel como uma nação peculiar dentre todos os povos. Moisés, portanto, passa a ser um modelo a ser seguido pelos profetas de Israel, vez que foi ele o legislador, aquele que recebeu de Deus a própria lei, as regras do pacto pelo qual Israel se tornou a propriedade peculiar do Senhor dentre todos os povos.

 

– Não é sem razão, portanto, que Moisés tenha sido considerado no Antigo Testamento como o maior profeta que Israel tivera (Dt.34:10), pois ele mesmo teria recebido de Deus a própria lei, num relacionamento tão íntimo (e é isto que significa a expressão “cara a cara”) que fizera com que, ao retornar com as tábuas da Lei, o seu rosto brilhasse, refletindo a glória de Deus (Dt.34:29-35).

 

– A partir de Moisés, Deus sempre levantou profetas no meio do povo, revelando, sempre, qual era a Sua vontade para o povo. Como o próprio Jesus afirmou, o ministério profético somente se encerrou com João Batista (Mt.11:13), quando, então, veio o próprio Senhor, que não era apenas o porta-voz de Deus, mas o próprio Deus conosco (Mt.1:23).

 

– Os profetas são chamados de anteriores e de posteriores, conforme tenham, ou não, apresentado obras próprias. Assim, são considerados anteriores os profetas cujos ministérios estão registrados nos livros históricos (Samuel, Natã, Gade, Elias e Eliseu, entre outros), enquanto que são denominados de posteriores os profetas que, surgindo no final da história dos reinos já divididos de Israel e de Judá, deixaram escritas suas mensagens em livros próprios. Eles formam a segunda parte dos chamados “Neviim”, ou livros proféticos, começando pelo livro de Isaías e terminando com o livro que congrega os chamados “profetas menores” (na nossa Bíblia, os livros de Oséias até Malaquias).

 

OBS: Devemos tomar cuidado com a expressão “profetas anteriores”, pois ela também é utilizada pelos muçulmanos. Para os islâmicos, os profetas anteriores são todos aqueles que antecederam a Maomé, inclusive o próprio Jesus.

 

– Agostinho (354-430), o grande filósofo e teólogo cristão do final da Antigüidade, foi quem criou as expressões “profetas maiores” e “profetas menores” para designar os profetas cujos livros são mais volumosos (Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel) e os demais livros, que são curtos, tão curtos que haviam sido reunidos na versão grega do Antigo Testamento (a Septuaginta) em apenas um livro, que foi chamado de “Dodecapropheton”, ou seja, “Doze Profetas” (Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Ageu, Sofonias, Zacarias e Malaquias).

 

– Quando se fala em profecia, é preciso distinguir, em primeiro lugar, o sentido que assume esta palavra nas Escrituras, porquanto temos, ao longo da história da salvação, três manifestações distintas sob este nome, a saber, o ofício profético, o ministério profético e o dom espiritual de profecia.

 

– O ofício profético inicia-se, segundo alguns, com Abraão, que é a primeira pessoa denominada de profeta nas Escrituras (Gn.20:7), mas que, segundo outros estudiosos da Bíblia, foi um ofício iniciado com Enoque, vez que Judas menciona ter ele profetizado (Jd.14). O ofício profético teve como característica principal o da revelação progressiva do plano de Deus para com o homem. O profeta era o porta-voz de Deus, aquele que revelava o desconhecido à humanidade, o propósito divino para a restauração do homem. Neste sentido, o ofício profético durou até João (Mt.11:13), pois, com a vinda de Cristo, o próprio Deus Se revelou ao homem, de forma plena e integral (Hb.1:1). São, pois, totalmente espúrias e sem qualquer respaldo bíblico a aparição de novos profetas, que nada mais são que falsos profetas, como é o caso de Maomé, Joseph Smith, Reverendo Moon e tantos quantos se disserem complementadores da revelação de Cristo ao mundo.

 

– O ministério profético, por sua vez, foi instituído por Cristo (Ef.4:7,11), para a Igreja, com o propósito de ser o porta-voz de Deus não mais para a revelação do plano de Deus ao homem, mas para trazer mensagens divinas ao Seu povo no sentido de encorajar o povo a se manter fiel à Palavra e para nos fazer lembrar as promessas contidas nas Escrituras. No Novo Testamento, o profeta não irá acrescer nada do que foi revelado e se completou no ministério de Cristo, mas trará informações e palavras que confirmam o que já foi revelado. Ao vermos os profetas do Novo Testamento, sempre verificamos o propósito divino de manter os crentes firmes e certos de que o Senhor está no controle de todas as coisas, para o fim de velar sobre a Sua Palavra para a cumprir. É o que se vê em At.11:28 e 21:11.

 

– O dom espiritual de profecia, por sua vez, não é, como diz Donald C. Stamps, comentarista da Bíblia de Estudo Pentecostal, “…poder e capacidade de servir na igreja de modo mais permanente…” (BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL. Dons espirituais para o crente(estudo bíblico), p.1756), como é o dom ministerial, mas, sim, “…manifestações do Espírito [que se dão] de acordo com a vontade do Espírito([I Co.]12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons ([I Co.]12.31; 14.1)….” (ibid.). A finalidade do dom espiritual de profecia é a de edificar, consolar e exortar o povo (I Co.14:3,25,26,31), de forma episódica e pontual.

 

– Assim, vemos que o que estamos a estudar, na pessoa e ministério de Jesus Cristo, é a plenitude do exercício do ofício profético, que, de forma parcial, foi exercido até João e, depois de Jesus Cristo, foi substituído pelo ministério profético instituído por Cristo na Igreja e pelo dom espiritual de profecia, operações que dependem do êxito do exercício do ofício profético de Jesus.

 

II – JESUS, O CRISTO DO SENHOR

 

 

– Uma das características humanas de Jesus, como vimos na lição 3, foi a de ter recebido um nome. O anjo que anunciou o nascimento do Senhor disse que Ele deveria ser chamado de “Jesus”, porque salvaria o Seu povo dos pecados deles (Mt.1:21). Evidentemente que a forma “Jesus” é a forma grega do nome hebraico “Yehoshua”, até porque o Novo Testamento foi escrito em grego e não na língua hebraica que, aliás, nem mais era falada pelo povo nos tempos de Jesus. Apesar de este ser o Seu nome, logo após o início do Seu ministério terreno, Jesus passou a ser reconhecido como o “Messias”, ou seja, o “Ungido”, Aquele que havia sido separado por Deus para efetuar a redenção de Israel e de toda a humanidade. Ora, a palavra “Messias” é hebraica (”Maschiach” – ????), como se vê em Dn.9:25,26 e seu termo correspondente em grego é “Cristo” ( ??????? – Jo.1:41; 4:25). Por isso é que Jesus passou a ser chamado Cristo (Mt.27:17,22), como também Filho de Davi (Mt.9:27; 12:23; 15:22; 21:9), outra expressão que demonstrava o reconhecimento de que Jesus era Aquele que havia sido prometido por Deus para a redenção de Israel.

 

– Vemos, portanto, que a expressão “Cristo”, “Messias” ou “Filho de Davi” não nos dá qualquer informação sobre a natureza divina ou humana de Jesus, mas, sim, revela que Ele tinha uma missão, uma obra a cumprir sobre a face da Terra. Ele fora escolhido pelo Pai para realizar a salvação da humanidade, para resgatar o gênero humano, pagando o preço do pecado da humanidade em Si mesmo, reconciliando Deus com o homem e desfazendo, assim, a divisão ocasionada pelo pecado e fomentada pelo adversário de nossas almas (Ef.1:7-10; I Jo.2:2; 3:8). Jesus tinha plena consciência disto, tanto que não Se cansava de dizer que viera para fazer a vontade do Pai, que tinha uma obra a realizar (Jo.5:30; 6:39; 12:27; 17:4; 18:37).

 

– Porque Jesus é o “Cristo”, o “Messias”, o “Filho de Davi”, ou seja, o “Ungido”, aquele que foi separado para a realização de uma tarefa, a obra da salvação da humanidade, não é surpresa observar que, como Jesus é o centro de todo o plano de Deus para a salvação do homem, nEle estivessem todas as funções que, ao longo dos séculos, o Senhor foi separando homens para a preparação da vinda do Cristo. Expliquemo-nos melhor: Jesus é o centro, o ponto mais alto de todo o plano de Deus para a salvação do homem, mas este plano não se realizou de uma hora para outra. Foram necessários séculos, milênios para que da semente da mulher nascesse o Messias. Por isso, enquanto o Messias não vinha, o Senhor Se revelou progressivamente aos homens, por intermédio de pessoas que escolheu. Estas pessoas escolhidas por Deus exerceram três funções distintas, a saber: sacerdote, profeta e rei. Ao longo dos séculos, Deus escolheu alguns para estas funções, mas, e isto é importante, ninguém chegou a exercer plenamente estas três funções ao mesmo tempo. Eram apenas servidores parciais, que preparavam o caminho do Cristo, Este, sim, que, como centro de toda a revelação divina, teria de exercer, a um só tempo, as três funções. São estas três funções, que foram unicamente exercidas em toda a sua plenitude por Jesus, que constituem o que os estudiosos da Bíblia denominam de “os três ofícios de Jesus”, que nos esclarecem o papel desempenhado por Jesus no plano da salvação da humanidade.

III – JESUS, O PROFETA

– O primeiro ofício de que trataremos é o ofício de profeta, também dos mais antigos, visto que o primeiro profeta registrado nas Escrituras é Enoque, o sétimo depois de Adão(Jd.14), embora a primeira pessoa chamada de profeta na Bíblia seja Abraão (Gn.20:7).

– A palavra “profeta” (???????? – “prophétes”) é de origem grega e significa “o porta-voz”, ou seja, aquele que fala em nome de alguém, aquele que anuncia, traz uma mensagem de alguém, que interpreta a opinião de uma determinada divindade. Aliás, antigamente, os hebreus chamavam o profeta de “vidente” (I Sm.9:9), ou seja, aquele que tinha a capacidade de “ver” a vontade divina, de entendê-la e anunciá-la ao povo.

– Ao falar sobre a vinda do Messias, Moisés disse que Ele seria profeta (Dt.18:18). Seria um profeta que teria as palavras do Senhor na sua boca e que falaria tudo o que o Senhor ordenasse. Ser “profeta”, portanto, nada mais é que ser o “porta-voz” de Deus. Este profeta, entretanto, seria distinto dos demais, inclusive de Moisés, porque “falaria tudo o que o Senhor ordenasse”. Traria, pois, uma mensagem integral, uma mensagem inteira, completa, que não seria mais sombra ou figura daquilo que viria, mas a própria realização da vontade de Deus.

– Jesus é este profeta, porque, como disse a Seus discípulos, “tudo quanto ouvi de Meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo.15:15). Por este motivo, Seus discípulos não eram mais chamados de “servos”, mas, sim, “amigos”. Jesus estabeleceu, assim, um relacionamento mais íntimo entre Deus e os homens do que Moisés. Com efeito, Moisés não pôde aproximar o povo de Deus, pois, atemorizado com as manifestações da presença de Deus, o povo de Israel preferiu manter-se distante (Ex.20:18-21).

– Moisés falou com Deus numa nuvem espessa (Ex.19:9), na escuridade (Ex.20:21), numa clara demonstração de que, mesmo tendo tido acesso à glória de Deus, este acesso foi parcial, a ponto de Moisés ter visto a Deus apenas pelas costas, numa fenda de uma penha (Ex.33:20-23), ou seja, com limitações, tanto que a própria reflexão da glória em seu rosto foi transitória, passageira (II Co.3:7,13).

– Quando as Escrituras falam que Moisés tinha acesso à “escuridade”, à “nuvem espessa”, que viu a Deus apenas pelas costas, demonstra, com isso, que Moisés teve acesso parcial à revelação. Assim, não conhecera senão aquilo que lhe fora revelado, as coisas atinentes aos homens (Dt.29:29).

– A partir de Moisés, os profetas que se sucederam também iam recebendo “lampejos”, “iluminações” do Senhor, que, pouco a pouco, mostrava o plano de Deus para o homem. Em Isaías, por exemplo, vemos a revelação mais ampla a respeito do ministério de Jesus, não antes de termos tido, também, algumas revelações por intermédio de Davi, que também foi profeta (At.2:29,30). Esta revelação progressiva encerrou-se com João Batista (Mt.11:13; Lc.16:16), quando, conforme visto na lição anterior, não foi apenas anunciado o Messias mas apresentado fisicamente ao povo.

– Com Jesus, porém, a situação se alterou. Jesus não teve acesso à “nuvem espessa”, à “escuridade”, mas, bem ao contrário, sendo “o resplendor da glória de Deus, a expressa imagem da Deidade” (Hb.1:1), é a própria Luz (Jo.1:4,9; 8:12), luz esta que não se limitaria apenas a Israel, mas seria a luz das nações (Is.49:6). Jesus é a luz porque Ele próprio ilumina os homens, porque traz à claridade tudo quanto diz respeito a Deus. Jesus é a imagem de Deus, o resplendor da luz do evangelho da glória de Cristo (II Co.4:4). Em Jesus, temos o resplendor, em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo (II Co.4:5).

– Assim, Jesus revelou Deus completa e integralmente a todos os homens, a ponto de quem vê a Jesus, vê o Pai (Jo.14:8-11). Jesus trouxe o pleno conhecimento do Pai, entendido este como o conhecimento necessário para a salvação da humanidade. Neste passo, Jesus é superior a Moisés, porquanto, se este foi fiel despenseiro da casa de Deus, Jesus é o próprio edificador desta mesma casa (Hb.3:2-6).

– Moisés pôde dizer a Israel tudo aquilo que Deus lhe dizia (Ex.19:9), mas Jesus revelou aquilo que Ele mesmo compartilhava com o Pai, que é um com Ele (Jo.17:3-8). O que foi revelado por Jesus, a respeito de Deus, era do próprio Jesus, de Si mesmo, já que Ele é o Edificador da casa, o Verbo de Deus. Na Sua humanidade, fez notório e conhecido tudo quanto se referia a Deidade, sendo, pois, o “Deus conosco”, o profeta por excelência, o próprio Deus falando aos homens.

– Jesus, mesmo, disse que era profeta (Mt.13:57; Mc.6:4; Lc.4:24). Ora, se Jesus Se intitulou como profeta, quem somos nós para desmenti-lO? Jesus, por várias vezes, disse estar a anunciar as palavras do Pai, a revelá-las, a cumprir com aquilo que Lhe havia sido determinado (Jo.17:14,25,26).

– Por isso, não pode surgir profeta igual ou maior a Jesus, pois Jesus é o próprio Deus que Se revela, é o Deus que Se humanizou e transmitiu a Sua Palavra, iluminando o entendimento daqueles que creram em Seu nome. Jesus não foi o último profeta, visto que, após o arrebatamento da Igreja, surgirão duas testemunhas que serão os profetas da Grande Tribulação, mas, sem dúvida alguma, é o maior profeta, pois é o único que, ao falar as palavras de Deus, fala do que Lhe é próprio e não do que Lhe foi apenas revelado.

– Jesus não só disse que era profeta, como anunciou a Palavra de Deus, o que O qualificou como sendo profeta. Pregou o Evangelho, ou seja, as boas novas de salvação (Mc.1:14,16), tendo, por algumas vezes, dito explicitamente que o que falava era por determinação do Pai (Jo.7:16-18; 14:10; 15:15).

– Como porta-voz de Deus, o profeta, muitas vezes, fala do futuro, pois, para Deus não há futuro e, portanto, pode revelar, por meio de profetas, o que está para acontecer. Jesus, enquanto profeta, também predisse o futuro, como, por exemplo, a destruição do templo de Jerusalém (Mt.24:2), profecia que se cumpriu literalmente no ano 70 d.C. Muitas outras predições foram feitas pelo Senhor, inclusive as relativas aos sinais de Sua vinda, que estão se cumprindo plenamente nos nossos dias. As Escrituras, mesmo, dizem que o testemunho de Jesus é o espírito de profecia (Ap.19:10).

OBS: “…O testemunho de Jesus é o espírito de profecia. O testemunho de Cristo será levado a efeito por meio da ‘profecia’, conforme se vê no presente versículo [Ap.19:10, observação nossa]. O Espírito de Cristo é quem inspira a profecia deste livro do princípio ao fim (1.3; 11.6; 19.10; 22.7,18,19). A palavra foco ocorre sete vezes no Apocalipse e a palavra ‘profeta’ por doze – portanto o livro traz o selo da profecia e a raiz desta se encontra em quase todo o restante da Bíblia e o seu fruto é reunido neste último livro da Bíblia…” (SILVA, Severino P. da. Apocalipse versículo por versículo. 2.ed. , p.245-6). Bem se vê que, ao contrário do que defendem os adventistas, o espírito de profecia não é a sra. Ellen White.

– Jesus é o maior de todos os profetas, pois, sendo Deus, sendo o Verbo, ou seja, a própria Palavra (Ap.19:13), constitui-Se no mais fidedigno porta-voz de Deus aos homens, vez que é a própria Palavra de Deus que veio habitar entre nós. Os ditos divinos estão plenamente contidos na boca do Senhor Jesus, que é a própria expressão da Divindade entre os homens (Cl.2:9; Hb.1:3). Ao contrário dos demais profetas, que, por maiores que fossem, como é o caso de Moisés (Dt.34:10) e de João Batista (Lc.7:26,28), que tiveram falhas ao longo de suas vidas e de suas bocas saiu algo que não era proveniente da vontade de Deus (Nm.20:10-12; Lc.7:19), jamais se achou engano nos lábios de Jesus (Is.53:9).

– O povo judeu considerava Jesus como profeta (Mt.14:5; 21:11,46; Jo.4:9). Ora, a própria lei considera que o testemunho de dois ou três é verdadeiro (Dt.17:6; 19:15; Mt.18:16; II Co.13:1; Hb.10:28). O povo considerou a Jesus como profeta, assim como havia considerado João Batista como tal (Mt.21:26).

– Alguém poderá objetar a consideração de Jesus como profeta diante da Sua consideração como tal pelo povo de Israel, já que se estaria aqui se utilizando da falácia (i.e., raciocínio enganoso) do “argumentum ad populum” ou “apelo ao povo”, raciocínio este sintetizado na famosa frase latina “Vox populi, vox Dei” (ou seja, “a voz do povo é a voz de Deus”), argumento que não pode ser considerado válido, até pelos episódios bíblicos que o desmentem, como foi a opção de Israel por um rei (I Sm.8:7) ou a própria rejeição de Jesus (Jo.1:11; 19:15,16).

– No entanto, mesmo tendo rejeitado a Jesus como Messias, o povo de Israel não deixou de reconhecer nEle um profeta, alguém que trazia a palavra de Deus, um “porta-voz” do Senhor. O fato de o povo tê-lO assim reconhecido não é o único elemento que demonstra ser Jesus profeta, mas é um fator que tem a sua relevância. É interessante observar que até mesmo os inimigos do Senhor procuraram alguns argumentos para desfazer esta consideração, como se vê na tentativa de desacreditar Jesus como profeta por intermédio da Sua suposta origem em Nazaré (Jo.7:52).

– Não se deve esquecer, porém, que a própria Bíblia identifica Israel como uma nação especial, uma “propriedade peculiar” (Ex.19:5,6) e o próprio judaísmo reconhece que, aos olhos de Deus, Israel tem uma responsabilidade coletiva, é considerada “uma só alma”. “…No Monte Sinai, os israelitas aceitaram o princípio da responsabilidade mútua. A única precaução: a responsabilidade se restringiria a atos levados a efeito em público ou, no mínimo, que fossem de conhecimento geral…” (SACKS, Jonathan. Como curar um mundo fraturado: a ética da responsabilidade. Trad. Betty Rojter e Uri Lam, p.115).

– Assim sendo, a consideração do povo de Israel de que Jesus era profeta tem seu valor, pois revela um conceito geral do povo escolhido de Deus a respeito de Jesus, tanto que João não titubeou em dizer que Jesus havia vindo para o que era “Seu” e os “seus” não O receberam (Jo.1:11), a mostrar que há, sim, uma relevância, aos olhos do Senhor, da “opinio populi Israheli” (i.e., da opinião do povo de Israel).

– Esta consideração de Jesus como profeta persiste até hoje entre os israelitas. Verdade é que o judaísmo, herdeiro direto do farisaísmo, rejeita Jesus como sendo o Messias, considerando-O, por isso mesmo, um “falso messias”, um “falso profeta”, mas o fato é que, ao considerá-lO como “falso profeta”, acaba por reconhecer a Sua condição de profeta.

– O ministério profético de Jesus também foi objeto de reconhecimento pelos muçulmanos. Jesus é reconhecido como um profeta, como um porta-voz divino, entre os islâmicos, que o têm como o maior profeta depois de Maomé.

OBS: Como exemplo da consideração de Jesus como profeta entre os muçulmanos, transcrevemos os seguintes versículos do Alcorão: “…Dizei: Cremos em Deus, no que nos tem sido revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacó e às tribos; no que foi concedido a Moisés e a Jesus e no que foi dado aos profetas por seu Senhor; não fazemos distinção alguma entre eles, e nos submetemos a Ele. (2:136).”

III – O EXERCÍCIO DO MINISTÉRIO PROFÉTICO POR JESUS

– O profeta, como vimos, é aquele que é o porta-voz de Deus, ou seja, aquele que traz mensagens da parte do Senhor, aquele que revelava Deus ao povo. Também já afirmamos que as Escrituras nos mostram que Jesus foi profeta, o que, por si só, basta para que assim O consideremos.

– Entretanto, quando lemos as páginas sagradas, verificamos que Jesus, efetivamente, exerceu o ministério profético em toda a Sua plenitude, como, aliás, admitiu nas Suas últimas instruções aos discípulos (Jo.15:15).

– Assim que João foi preso, Jesus começou a pregar o Evangelho (Mc.1:14,15). Ora, o fato de Jesus iniciar o anúncio da salvação, do Evangelho logo após a prisão de João, mostra, claramente, que Seu objetivo era iniciar este caminho que fora preparado por João Batista. O ministério de Jesus apresentava-se, então, como um ministério profético, de anúncio da Palavra de Deus, da palavra da salvação.

– Jesus pregou o Evangelho, anunciou a salvação na Sua bendita pessoa ao povo de Israel. Apresentou-Se, assim, como nítido profeta, como aquele que estava a trazer a “boa nova”, a “boa notícia” da salvação para o povo de Israel. Ao contrário dos outros profetas, que não eram a luz, mas testificavam da luz, Jesus era a verdadeira luz que alumiava os homens.

– O profeta aguardado por Israel, anunciado por Moisés, deveria, em primeiro lugar, ser do povo de Israel, ser um israelita (Dt.18:18). Jesus era um perfeito israelita, como demonstra a Sua genealogia, já estudada na lição 3 deste trimestre. Satisfeito estava, pois, este requisito previsto nas Escrituras. Isto nos ensina que, nos dias em que vivemos, em que há o ministério profético e o dom espiritual de profecia, não há como se levantar no meio do povo de Deus um genuíno profeta senão entre os irmãos, ou seja, os que verdadeiramente foram lavados e remidos no sangue do Cordeiro.

– O profeta aguardado por Israel, anunciado por Moisés, deveria, em segundo lugar, ter as palavras de Deus na sua boca (Dt.18:18). Vemos que Jesus, ao iniciar a Sua pregação, tão somente pregou e falou aquilo que o Seu Pai havia determinado. Vemos Jesus, a todo instante, durante o Seu ministério, a dissertar sobre as Escrituras Sagradas, a apresentá-las a todos, escribas e doutores da lei, mas também aos indoutos e pequeninos. Desafiado, sempre soube demonstrar como tudo o que fazia ou dizia tinha respaldo na Palavra de Deus, fazendo questão de mostrar que estava ali para cumprir a lei, lei que jamais poderia ser anulada (Mt.5:17,18; Jo.10:35).

– Mas, ter as palavras de Deus na boca significa que o profeta deve dizer a verdade. Jesus não só dizia a verdade e tinha a verdade em sua boca (Jo.8:45,46), boca onde jamais se achou engano (I Pe.2:22), como era cheio de graça e de verdade (Jo.1:14), tendo trazido a verdade até nós, para junto de nós (Jo.1:17), até porque é a própria verdade (Jo.14:6). Por isso, ao falar a verdade, mostrou que era profeta e, mais, ao ser a própria verdade, que é o maior de todos os profetas.

– Por isso, em nossos dias, jamais podemos consentir com profetas e profetisas que tragam mensagens que colidam com as Escrituras Sagradas, que nelas não tenham o devido respaldo. A Bíblia é o critério de julgamento de tais mensagens, que devem ser repelidas quando não estejam de acordo com as palavras que jamais passarão (Mt.24:35), com a palavra que permanece para sempre (I Pe.1:25).

– O profeta aguardado por Israel, anunciado por Moisés, deveria, em terceiro lugar, falar tudo o que o Senhor ordenasse (Dt.18:18). Ora, Jesus cumpriu fielmente este desígnio, como revelou aos Seus discípulos nas últimas instruções (Jo.15:15). Não só por palavras, mas em todos os Seus atos, Jesus cumpriu integralmente o que estava escrito, a ponto de, em plena crucifixão, fazer como que um retrospecto a respeito de Sua missão e, ao notar que ainda faltava cumprir uma profecia, ter exclamado “Tenho sede” para que o que restava cumprir fosse cumprido (Jo.19:28). Foi sempre esta a Sua principal preocupação, a Sua razão de viver (Lc.24:44-48).

– Uma das características do profeta é a obediência a Deus. O porta-voz deve não somente falar a mensagem de Deus, mas cumprir integralmente as ordens que receber da parte do Senhor. Foi este o grande problema do homem de Deus que levou aquela vigorosa mensagem ao rei Jeroboão. Embora tenha transmitido integralmente a mensagem divina, acabou por desobedecer a Deus, iludido que foi pelo profeta velho, o que causou a sua própria morte (I Rs.13:11-32).

– Neste ponto, também Jesus Se notabiliza entre os profetas, pois foi o único profeta a ser obediente até a morte (Fp.2:8). Moisés, o grande profeta, não pôde entrar na Terra Prometida por causa de sua desobediência (Nm.20:7-13; 27:12-14). João Batista, já preso, chegou a duvidar do que dissera, expondo publicamente a sua dúvida, numa mensagem que não havia, em absoluto, sido determinada por Deus (Mt.11:3; Lc.7:19,20).

– Por isso mesmo, não podemos aceitar que, nos dias de hoje, apareçam, no meio do povo de Deus, profetas e profetisas que não obedeçam à Palavra do Senhor, que não sejam obedientes ao Senhor e vivem desordenadamente. A obediência a Deus é um elemento decisivo, indispensável na vida de um verdadeiro, autêntico e genuíno profeta na casa do Senhor.

– O profeta aguardado por Israel, anunciado por Moisés, por fim, tinha de ser humilde, não ser soberbo nem orgulhoso (Dt.18:19-22). Jesus sempre fez questão de dizer que era “enviado do Pai” (Mt.15:24; Lc.4:43; Jo.5:36; 20:21). Em momento algum, Jesus tomou para Si a glória do Pai ou demonstrou soberba ou orgulho. A “kenosis” é a prova suprema da Sua humilhação (Fp.2:5-8). Todo profeta baseava seu ministério na humilhação diante da potente mão de Deus e, por isso, era um instrumento nas mãos do Senhor. Jesus é manso e humilde de coração (Mt.11:29).

OBS: “…Os profetas aceitavam como inevitável o sofrimento, a rejeição social, a calúnia, a perseguição dos governantes – até mesmo o martírio – em nome das causas nas quais estavam empenhados.(…). A origem social do profeta nada tinha a ver com o seu destino no mundo. O maior de todos os profetas, Isaías ben Amós (século VIII a.E.C.)era descendente de uma das casas reais de Jerusalém. Também, ele, porém, foi perseguido por suas idéias….” (AUSUBEL, Nathan. Bíblia. In: A JUDAICA, v.5, p.94).

– Por isso, não podemos admitir, nos dias hodiernos, que pessoas arrogantes, soberbas e orgulhosas se arvorem em “profetas” e “profetisas” na casa de Deus. Nada mais contraditório do que alguém se dizer portador do dom espiritual de profecia ou ser profeta na igreja sendo arrogante e presunçoso. Já Moisés dizia que o soberbo supostamente profeta haveria de morrer, não persistiria no meio do povo de Deus (Dt.18:20).

– As Escrituras Sagradas, aliás, são claras e peremptórias em mostrar a arrogância e soberba como uma das principais características dos falsos mestres, que, a exemplo dos falsos profetas da antiga aliança, estão a perturbar o povo de Deus (II Tm.3:2; II Pe.2:10,18; Jd.12,16).

– Mas, além de anunciar a Palavra de Deus, esperava-se do profeta que o que Ele dissesse, ocorreria. Ora, tudo quanto Jesus disse tem se cumprido. O sermão escatológico do Senhor, Seu maior sermão, tem Se cumprido literalmente, dia após dia. Costumamos dizer que este sermão é reproduzido diariamente nos jornais e demais noticiários de todo o planeta, que nada mais fazem senão pormenorizar o que foi predito pelo Senhor Jesus.

– Quando olhamos para Jerusalém e lá vemos, a um só tempo, a ausência do templo judaico, que não ficou pedra sobre pedra, como Jesus adiantara quase 40 anos antes, bem como quando contemplamos que o sepulcro do Senhor está vazio, como Ele dissera e, por ter dito isto, fora zombado quando morria por nós na cruz do Calvário, podemos ter a convicção plena de que Jesus é o maior profeta, Aquele que disse a verdade e em quem podemos crer.

– Mas, por fim, além de anunciar a Palavra de Deus e se cumprir o que foi dito, Jesus deveria, também, para ser um profeta completo, fazer sinais e maravilhas. Verdade que é que nem todo profeta era “milagreiro”, mas todos os sinais e maravilhas produzidos no meio de povo de Israel o foram por intermédio de profetas, residindo, aliás, nesta circunstância a consideração de Moisés como o maior profeta de Israel (Dt.34:11,12; At.7:22).

– Ora, quanto a este ponto, vemos que o ministério de Jesus foi marcado pelos sinais e maravilhas, pois as Suas obras miraculosas eram uma forma de anúncio da presença divina no meio do povo de Israel, um sinal de Seu ministério profético (Lc.24:19; Jo.5:20,36; 9:4; 10:25,32; 14:10-12). Aliás, tais sinais e maravilhas eram mais uma evidência da superioridade do ministério profético de Jesus em relação ao de João (Jo.10:41).

– Verdade é que não bastam os sinais e maravilhas para atestar a autenticidade de um ministério profético, porquanto o próprio Moisés advertira o povo para não se deixar enganar pela presença de sinais se não viesse acompanhado de obediência a Deus (Dt.13:1-5). No entanto, como já tivemos oportunidade de observar, não é o caso do Senhor Jesus, cujo ministério foi o da glorificação do nome do Senhor, o único Deus verdadeiro (Jo.17:1-4).

– Por isso, também, nos dias de hoje, devemos ficar muito alerta, assim como Moisés recomendara o povo de Israel, com os sinais e maravilhas que se nos apresentarem, principalmente nós, os salvos da última hora da dispensação da graça, quando surgirão muitos falsos profetas que, se possível, enganariam, com seus sinais, até mesmo os escolhidos (Mt.24:24). Sejamos cautelosos e olhemos para Jesus, o maior profeta, autor e consumador da nossa fé (Hebreus 12: 1, 2)

Autor: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.

Sobre Andre Magalhaes

Meu Senhor é Jesus
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7 respostas para JESUS, O PROFETA DAS NAÇÕES

  1. Ligia Galeno de Oliveira disse:

    GOSTEI MUITO DO ESTUDO QUE FIZ, ENRRIQUECEU MEUS CONHECIMENTOS E VOU LEVA PARA A ESCOLINHA AMANHÃ.ESTE ESTUDO É DEUM SERVO DE DUES MUITO SABIO

  2. é muito legal esta Historia é só ler a biblia q vamos entender tudo

  3. sidnei pimentel disse:

    o estudo é muito bom, tem uma visão clara da pessoa de Jesus em relação ao seu ministerio terreno.
    o prezado irmão pode me enviar a bibliagrafia.
    obrigado e que Deus o abençõe.

  4. jairo farias disse:

    Profundo!!!!!!!!!!

  5. luis claudio disse:

    gostei do saite é uma benção continue com um bm trabalho na divulgação do envangelho de jesus cristo e Rei.

  6. ADMILSON disse:

    CLAREZA, EXATIDÃO, PROFUNDIDADE E SIMPLICIDADE. PARABÉNS!!!

  7. É um rico estudo teológico! Dele tirei grande proveito, pois, eu pude com isso sanar algumas debilidades que persistiam em mim, sobre a matéria em causa.

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