Publicado por: andremagalhaes | Maio 5, 2009

Ahmadinejad no Brasil ???

O que faz o presidente iraniano vir ao Brasil? Sua visita estava prevista para quarta-feira dia 6/maio/2009, mas houve o cancelamento, por estar próximo das eleições no Irã. Porém, há informações, que essa visita será remarcada.

Ahmadinejad é um dos principais negadores do Holocausto na atualidade. Ele não perde uma oportunidade para manifestar seu ódio a Israel e seu desejo de destruir o Estado judeu. Sendo assim, a simpatia do governo brasileiro por ele faz-nos lembrar do ditado: “Diz com quem andas e te direi quem és”.

Algumas informações sobre o Irã: desde a posse de Ahmadinejad em 2005, a situação no país piorou dramaticamente com elevado número de execuções, muitas delas por apedrejamento ou enforcamento públicos. Um esboço de código penal, estipula a pena de morte por apostasia, para quem deixar o islã.

Os cristãos têm sofrido severas restrições e perseguições, onde as autoridades iranianas suprimem a liberdade de expressão, prendendo jornalistas, controlando publicações e a internet, além das atividades acadêmicas.

O Irã é promotor do terrorismo mundial e financiador do Hezbollah (o Partido de Alá, no Líbano) e do Hamas (na Faixa de Gaza). Essas duas milícias islâmicas radicais têm atacado Israel a mando do Irã e cometido inúmeras matanças de civis. Sua ação, porém, não se limita ao Oriente Médio:

A Argentina acusou formalmente o Irã pelos violentos atentados contra instituições judaicas em Buenos Aires (de 1992 a 1994). Na América do Sul, a atuação iraniana é crescente, principalmente através da aliança com Hugo Chávez (presidente da Venezuela) e Evo Morales (presidente da Bolívia).

O Irã também está em fase adiantada de desenvolvimento de tecnologia núclear e de mísseis balísticos, representando uma séria ameaça para todo o Oriente Médio e o mundo. Dessa forma, o crescente armamento e a influência iraniana despertam fortes temores entre as próprias nações muçulmanas (principalmente na Arábia Saudita, no Egito e em alguns países do Golfo). Apesar da aparente unidade islâmica, há profundas desconfianças e conflitos entre muitos países árabes (dos quais, a maioria é sunita) e os iranianos xiitas (que são persas, e não árabes).

Quanto a Israel, as afirmações e provocações do presidente Ahmadinejad e de outros líderes iranianos são bem conhecidas: “Israel deve ser riscado do mapa…, Israel está destinado à destruição…, Israel é um tumor canceroso…”.

Sua última investida ocorreu na abertura da vergonhosa conferência da ONU (em Genebra), que supostamente, deveria ser anti-racista. Como foi manipulada para atacar Israel, vários países negaram-se a participar dela desde o princípio.

Ironicamente, apesar do seu histórico, quando o presidente iraniano começou sua diatribe contra Israel e negando o Holocausto, justamente na véspera do Yom HaShoah (o dia em que se lembra o assassinato de 6 milhões de judeus no tempo do nazismo), os delegados da União Européia, se retiraram em protesto.

Ficaram os representantes dos países que parecem concordar com Ahmadinejad, entre eles os brasileiros, ouvindo até o final o discurso de ódio aos judeus. Assim, mais uma vez, o Brasil escolheu as más companhias.

É importante lembrar que o Irã (a Pérsia) tem grande destaque na Bíblia (veja os livros dos profetas Daniel, Ageu, Esdras, Neemias e de Ester). A Pérsia foi um dos impérios da visão da grande estátua do rei Nabucodonosor, interpretada pelo profeta Daniel, essa imagem representa todo o desenrolar da história das nações, até o estabelecimento do reino de Deus (Daniel 2). Os persas também são citados como aliados de Gogue na invasão de Israel “nos últimos dias” (Ezequiel 38: 5).

Portanto, as profecias bíblicas revelam o papel do Irã no cenário mundial e nos permitem entender o que realmente há por trás do comportamento atual desse país. Ao estreitar seus laços com ele, enquanto se distancia de Israel, o governo brasileiro expõe ao juízo anunciado em (Gênesis 12: 3), que o Senhor diz ao judeu Abrão: “…Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem”.

As pessoas e os países podem escolher com quem se relacionar e andar, mas as más companhias revelam a inclinação de quem as procura, e quando não há afastamento delas, o final sempre é trágico. Você gostaria que seus filhos andassem com quem tem um “currículo” semelhante ao do presidente iraniano? Sem dúvida, a má escolha dessa amizade é extremamente preocupante.


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